
Constança Cunha e Sá criticou o desempenho de Pedro Passos Coelho no debate quinzenal desta sexta-feira.
«Há uma enorme impreparação do primeiro-ministro. Nunca vi um primeiro-ministro tão mal preparado. Em relação à Maternidade Alfredo da Costa, que não é uma maternidade qualquer, porque é a maior do país, diz que leu qualquer coisa nos jornais, mas não discutiu com o ministro, que não lhe tem de comunicar informações. Em segundo lugar, demonstrou impreparação em relação às redes da EDP e da Galp. Como é que uma medida tão importante, de uma coragem desmedida, não sabe as verbas envolvidas? E por último a Europa, em que Passos tem uma posição incompreensível. Houve um Eurogrupo com a presença de Gaspar, mas é como se o acontecimento não existisse, quando é referido por todos lá fora. Alguns pormenores só se conhecem no dia 21, é certo, mas como é que em Portugal o primeiro-ministro tem o descaramento de dizer que como não houve pedido formal o acontecimento não existiu? Isto é surrealista», disse na TVI24.
Em relação à moção de censura apresentada pelo PCP, considerou que «não tem qualquer eficácia em termos práticos, como Jerónimo reconheceu, porque o PSD e o CDS têm maioria», mas serve para «tomar iniciativa dentro da esquerda, obrigando o Bloco a votar a favor e encosta o PS à parede».