«O que aconteceu no Ecofin foi uma declaração pia»

Comentário de Constança Cunha e Sá na TVI24

Por: tvi24    |   5 de Março de 2013 às 23:31
Constança Cunha e Sá considera que «o que aconteceu hoje no Ecofin foi uma declaração pia». «Não sabemos o que vai ser nem no que se vai traduzir. E pode ser muito pouco», diz a comentadora da TVi24 sobre o prolongamento dos prazos para Portugal pagar os empréstimos.

«Os partidos da esquerda vieram dizer que havia inflexibilidade da Troika no essencial», que é o programa de ajustamento, «ao passo que PSD e CDS falavam de dilatação da dívida e do défice», refere Constança Cunha e Sá explicando que «podem estar todos a falar da mesma coisa, mas de maneira diferente».

Constança Cunha e Sá critica o ministro das Finanças quando diz que os esforços são necessários, pois «não se percebe porquê», e que vão ser bem sucedidos, já que «não se percebe como». «Sobre os cortes de 4 mil milhões é um mistério absoluto», considera.

«O ministro das Finanças não desmente o corte permanente de 6 por cento no subsídio de desemprego e o corte de 5 por cento no subsídio de doença. Não pode falar no assunto porque está a ser negociado coma Troika», aponta Constança Cunha e Sá considerando «extraordinário que o assunto corte de 4 mil milhões esteja a ser negociado coma Troika e ninguém saiba o que está a ser negociado».
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EM BAIXO: Constança Cunha e Sá na TVI24
Constança Cunha e Sá na TVI24

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Técnicos independentes que apoiam o Parlamento dizem que não é possível aferir «o grau de razoabilidade» de algumas poupanças. Há previsões rodeadas de «elevada incerteza». Necessidades de financiamento são superiores aos limites de endividamento previstos. E, mais uma vez, é a receita - leia-se, impostos - que mais pesa no ajustamento