Carlos do Carmo, de 73 anos, foi entrevistado pelo jornalista José Alberto Carvalho, no âmbito dos 50 anos de atividade artística.

Em «Fado é Amor», trata-se de um álbum de duetos, com as participações de Camané, Ricardo Ribeiro, Ana Moura, Carminho, entre outros. A encerrar o disco, o fadista junta-se à mãe, Lucília do Carmo, para um dueto virtual no tema «Loucura».

O título deste disco leva-nos a velha história de um amor que dura há mais de meio século, cheio de afetos, memórias e partilhas. Este novo trabalho reúne as 10 vozes de uma nova geração de fadistas.

Para o fadista, a escolha deste título deve-se ao facto do amor ser «fundamental na nossa vida, absolutamente indispensável».

«Cada fado é uma história, se as palavras não foram boas, a história não tem nenhum significado», acrescentou Carlos do Carmo.

Após 50 anos de carreira, o fadista admite que um dos momentos mais marcantes da carreira foi a sua passagem pela sala Olympia, em Paris. O outro momento foi sem sombra de dúvida o 25 de Abril onde respirou finalmente a liberdade sem qualquer demagogia.

Carlos do Carmo tem ainda agendado dois concertos no grande auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. Os concertos estão marcados para o dia 1 e 30 de novembro, onde se insere as celebrações dos 50 anos de carreira do fadista.

O lançamento de «Fado é amor» está previsto para a próxima segunda-feira.