O concerto dos GNR que se devia ter realizado sábado na zona ribeirinha da Figueira da Foz, foi adiado para quinta-feira, por falta de condições de segurança, devido ao vento, afirmou a organização este domingo.

Por questões de segurança, a Proteção Civil aconselhou a que não se fizesse o espetáculo. Estava muito vento e previa-se que se mantivesse", disse à agência Lusa Tiago Castelo Branco, chefe de gabinete da presidência da autarquia.

Adiantou que a sugestão da Proteção Civil foi acolhida pela organização e que o presidente da Câmara decidiu pelo cancelamento e por uma nova data.

O anúncio do cancelamento foi colocado na página do Facebook do município poucos minutos antes da hora prevista para o espetáculo (22:00) "por razões de segurança ligadas às condições de vento que se verificam e que se preveem para as próximas horas".

Uma hora mais tarde, na mesma rede social, o município anunciou uma nova data (23 de junho, noite de São João, a seguir ao desfile das marchas populares) para a realização do concerto, no mesmo local, a chamada praça do Forte, junto ao rio Mondego.

Tiago Castelo Branco disse ainda que o palco do espetáculo "tem todas as condições de segurança" e que a estrutura já acolheu outros espetáculos, no mesmo local, "sem problema nenhum".

O problema é que estava muito vento, a Proteção Civil aconselhou o adiamento, a sugestão foi acolhida e o senhor presidente da Câmara decidiu pelo cancelamento", reafirmou.

Ouvido pela Lusa, Marco Polónio, da Malpevent, empresa que produz os espetáculos na praça do Forte, esclareceu que a equipa responsável pela montagem dos equipamentos de som e luz "não subiu o PA [aparelhagem sonora] porque podia tombar pelo vento que estava".

O maior problema foi no palco, que estava a fazer [efeito de] vela na tela [da cobertura] e os bombeiros tiveram de a segurar com cabos", argumentou.

Questionado sobre o porquê das torres laterais onde são instaladas as colunas de som não possuírem contrapesos - como recipientes cheios de água que, por si só, sustentam a estrutura metálica - Marco Polónio começou por dizer que as torres os possuem mas depois admitiu que não e que são as próprias colunas sonoras que produzem esse efeito, quando instaladas.

No entanto, o produtor recusou que essa situação cause problemas de segurança, reafirmando que foi o vento que se fez sentir que levou ao cancelamento do espetáculo e não a estrutura do palco ou a sua localização.

Aquela zona é muito ventosa e se o palco estivesse noutro lado [na praça] o problema seria o mesmo", frisou.

Também Tiago Castelo Branco negou que a falta de contrapesos nas torres de som ponha em causa a segurança: "As próprias colunas fazem o contrapeso, é assim neste palco como é em muitos outros lados. São colunas que pesam várias toneladas, as mesmas que estiveram no concerto dos HMB [a 05 de junho] e não aconteceu nada", lembrou.

Já Paulo Carvalho, da NovaAgência, empresa que faz o agenciamento dos GNR, reiterou que o cancelamento se ficou a dever ao vento e que o aviso partiu da Proteção Civil municipal.

As rajadas de vento estavam muito fortes e não havia segurança", afirmou, confirmando a noite de 23 de junho como nova data para o concerto, que tem entrada livre.

De acordo com Paulo Carvalho, o concerto da banda de Rui Reininho deverá durar cerca de hora e meia e versa sobre a carreira da banda, que está a comemorar 35 anos.

"Serão 20 e tal ‘singles' da carreira dos GNR", sustentou, aludindo ao alinhamento musical previsto.