Experiências. Experiências. Música nova. Mais experiências.

Assim se descreve as cerca de duas horas de concerto dos norte-americanos Linkin Park no terceiro dia da sexta edição do Rock in Rio Lisboa. Um concerto sem dúvida diferente, que não deixou a desejar e que carimbou, definitivamente, a banda de Chester Bennington e Mike Shinoda como a grande atuação da noite.

O novo tema «Guilty All The Same», a ser incluído no novo álbum «The Hunting Party», com lançamento marcado para 16 de junho, foi o escolhido para iniciar a atuação que tentou agradar a todos os tipos de fãs dos Linkin Park: os mais adeptos dos primeiros álbuns, com sonoridades mais pesadas, e os dos mais recentes, mais ligados ao experimentalismo.

Seguiram-se «Given Up», «Points of Authority» e «One Step Closer», alguns dos temas mais conhecidos e mais "pesados" da banda, que depressa colocaram o público a acompanhar os dois vocalistas.

Depois, versões encurtadas de «Papercut», «With You» e «Runaway» continuaram a trazer as memórias do álbum de estreia «Hybrid Theory», no entanto, serviram também de primeiro teste para o conjunto de "arranjos" e "experiências" que se notaram em outras músicas.

Solos maiores, ou mais curtos, combinações de temas e extensões de letras foram introduzidas em diversos temas, provando que existe, sem dúvida, uma razão para ver a banda ao vivo e que as versões de estúdio não têm de ficar "seladas" para sempre.

Menos comunicadores do que em 2012, os Linkin Park decidiram compensar o público de Lisboa de outra forma que não com as tradicionais frases em português. Em vez disso, ouviram-se no parque da Bela Vista mais dois temas do novo álbum, «Until it's Gone», e o completamente inédito «Wastelands», cujas primeiras cópias foram atiradas ao público por Mike Shinoda, antes de reafirmar que «não vão encontrar isto em lado algum, nem mesmo na internet».

«Numb», «In the end» e «Faint» voltaram a colocar as 68 mil pessoas, que estiveram no parque da Bela Vista, ao rubro depois da mais calma «Waiting for the end». Já no "encore", «New Divide», «What I've done» e a última da noite «Bleed it Out» deixaram o público preparado para receber o DJ Steve Aoki - que já tinha subido ao palco com os Linkin Park para o tema «A Light that Never Comes» - que fecharia este terceiro dia de Rock in Rio Lisboa.

Mas nem só de «Linkin Park» se fez o dia. Antes da banda de Chester e Mike "encantar" o público do parque da Bela Vista, no Palco Mundo já tinham atuado os «Queens of the Stone Age» (QOTSA) e os «Capital Inicial», que iniciaram a ronda dos concertos por volta das 19 horas.

«Burn the Witch», «Little Sister» e «No One Knows», entre outros temas, fizeram as delícias dos fãs dos QOTSA, que aplaudiam a banda durante as músicas e cada vez que o vocalista Josh Homme afirmava querer fazer «desta noite a melhor das nossas vidas».

Enquanto os Queens of the Stone Age não subiam ao palco, e o auditório natural se fazia encher, o público foi entretido pelos veteranos do rock brasileiro, «Capital Inicial». A banda brasileira nunca tinha atuado em Portugal e os elementos não esconderam que se sentiam muito satisfeitos (e surpreendidos) por terem como primeiro destino o palco principal do parque da Bela Vista.

Entres saudações, e palavrões, em boa língua de Camões, os «Capital Inicial» brindaram o público com uma atuação que misturou originais e "covers" da banda brasileira.

No palco secundário (Vodafone) a festa começou mais cedo, perto das 17 horas, com os «Caffeinna» a abrirem o terceiro dia, seguidos dos «Salto» e os «Blood Orange».