O concerto no Centro Cultural de Belém (CCB) está marcado para terça-feira, e os Amor Electro já começaram a preparar o espetáculo de apresentação do novo disco, «(R)evolução». A poucos dias de mostrarem ao vivo as novas canções, as emoções são cada vez mais fortes.

O tvi24.pt foi espreitar os ensaios da banda, e a vocalista Marisa Liz confessou que é ela «a mais stressada» dos quatro: «Eles são realmente calmos e fazem com que eu fique mais calma».

«Sabes que tens um concerto grande, sabes que é a apresentação do segundo disco - que é uma responsabilidade maior porque no primeiro ninguém está à espera de nada, tu és o que és. Mas fora essa pressão toda, dá-nos realmente gozo podermos estar a ensaiar juntos para o concerto de um segundo disco que nós fizemos com tanto orgulho e carinho», explicou a cantora.

«Revolução» e «Evolução» são as duas leituras de um título duplo que descreve da melhor forma não só o novo disco, como o próprio caminho da banda desde a estreia bem sucedida há dois anos que lhes valeu prémios e a liderança do top de vendas.

«Sentimos que evoluímos com o nosso projeto para outro sítio, que achamos que é melhor. Temos a sorte de podermos evoluir para vários campos, (...) e este segundo disco tem o cunho dos Amor Electro, mas tem também uma vertente mais assumida, que é o rock», afirmou Tiago Pais Dias, multi-instrumentalista e principal compositor musical do grupo, que acredita que este foi um disco de «revolução musical» para os Amor Electro.

«Então para mim, que nunca tinha cantado rock assim, é uma grande revolução!», acrescentou Marisa Liz.

A vocalista explicou ainda que «(R)evolução» é um álbum declaradamente aberto «aos defeitos e aos erros», com o objetivo de ser um registo mais humano e natural do que um primeiro disco mais polido.

«Estou a cantar em algumas músicas de uma forma muito mais livre (...) [porque] aquilo que tu és nem sempre é bonito, nem sempre é direitinho e baixinho... E acho que este disco transporta-nos para uma sonoridade muito mais "na tua cara", muito mais humana, muito mais verdadeira», contou Marisa.

O álbum com oito originais e duas versões é apresentado através do single «A Nossa Casa». Mas os próprios Amor Electro deixam algumas sugestões de outros temas de passagem obrigatória. Um deles é «Flor Azul», canção escrita para a filha de Marisa e Tiago.

«Como é óbvio, para mim o tema que me traz mais felicidade é aquele que faz a minha filha sorrir», disse a vocalista.

«O Esplendor do Vendaval» e «A Nossa Casa», «duas músicas com mensagens muito fortes e intensas» são outros dos momentos preferidos de Marisa, Tiago, Ricardo Vasconcelos (teclas) e Rui Rechena (baixo), para além de uma das duas versões do disco, «Adeus Tristeza», um original de Fernando Tordo.

A «(R)evolução» dos Amor Electro já chegou às lojas e para o concerto no CCB a banda promete novidades e algumas surpresas neste novo capítulo também escrito em palco. Um palco pisado com a vontade de contagiar o público com a alegria e boa disposição que vive dentro dos Amor Electro.

«O entretenimento pode passar por mais coisas do que simplesmente tu veres um concerto e beberes uns copos. Pode passar por um conceito, por uma mensagem, e pode passar, realmente, por teres uma hora e meia em que a tua atenção seja desviada de coisas menos positivas», afirmou Marisa.

A vocalista prometeu que em palco os Amor Electro serão fieis ao novo disco e às expetativas dos fãs, esperando que «toda a gente se divirta». «E que ninguém se lembre que tem uma conta por pagar, durante uma hora e meia!», rematou.