Avicii morreu na passada sexta-feira e poucas são as informações sobre as causas da morte do DJ e produtor sueco. Até agora, sabe-se apenas que o corpo de Tim Bergling já foi autopsiado duas vezes e que a polícia confirma que "não há qualquer pista criminal" ligada à sua morte.

Considerado um dos melhores DJ do mundo, Tim Bergling, conhecido como Avicii, foi encontrado morto na sexta-feira, em Mascate, capital do sultanato de Omã, onde se encontrava há alguns dias de férias com amigos.

A família de Tim Bergling - os pais, o irmão e as duas irmãs - viajou para Omã para tratar dos procedimentos necessários para trasladar o corpo para a Suécia. O primeiro a conseguir chegar a Mascate foi o irmão, David Bergling, que se instalou num hotel próximo do resort onde Avicii estava de férias para tentar encontrar respostas para a morte do DJ.

De acordo com a revista People, a família está "completamente devastada" com a morte do DJ e não autorizou as autoridades a divulgarem os dados da autópsia.

Apesar de não se saber como morreu Avicii, sabe-se que o seu estado de saúde se tinha vindo a deteriorar nos últimos anos, tendo-o obrigado a retirar-se dos palcos para cuidar da saúde. O músico sofria de pancreatite aguda e teve mesmo de retirar a vesícula biliar e o apêndice em 2014.

"Beber tornou-se um hábito"

Os problemas de saúde do sueco agravaram-se por causa da sua dependência do álcool, o que fez com que tivesse de ser internado por duas vezes. 

Há três anos, esse problema fez mesmo que Nile Rodgers, guitarrista e fundador dos Chic, se tivesse chateado com o Tim Bergling. Num concerto que deram em conjunto, na altura, o músico deparou-se com o sueco bêbado e não escondeu o seu descontentamento. 

“Foi um pouco triste para mim vê-lo assim porque ele tinha-me prometido que ia deixar de beber. E quando o vi naquela noite, ele estava bêbado. E eu fiquei surpreendido. Disse-lhe: meu, vá lá, o que é que estás a fazer? O que é que se está a passar? Disseste-me que isso já tinha acabado…”, afirmou em entrevista à Associated Press. 

No entanto, ao saber da morte de Avicii, Nile Rodgers elogiou-o e mostrou-se "chocado" com a notícia.

“Não sei o que aconteceu, em termos clínicos, mas posso dizer que como pessoa, como amigo e, ainda mais importante do que isso, como músico, o Tim era um dos melhores e mais naturais compositores de melodias com que já trabalhei. E eu já trabalhei com alguns dos melhores músicos do planeta”.

Apesar dos seus problemas com o álcool, o DJ garantia que nunca tinha consumido ecstasy, uma das drogas mais famosas entre o mundo da música.

"Quer dizer, eu queria experimentar, mas tenho receio de que me faça sentir fora do controlo", afirmou, em entrevista à GQ, em 2013.

Na mesma entrevista, o sueco afirmou que beber se tinha tornado num hábito durante as digressões.

"Estás a viajar pelo mundo, vives com uma mala, chegas a um lugar e há álcool grátis por todo o lado - é um bocado estranho não beber. Tornou-se um hábito porque te refugias na coragem e na confiança que ganhas com o álcool e passas a depender disso", disse.

A sua luta contra o álcool foi um dos pontos abordados no documentário Avicii: True Stories. No vídeo divulgado no Facebook, é possível ver o músico no hospital, na Austrália, a ser aconselhado pelos médicos a abrandar o ritmo. 

"Estou muito animado. Também estou nervoso porque às vezes é um bocado rude. É muito pessoal. Tem muitos altos e baixos. Vai ser interessante ver a opinião das pessoas", escreveu na legenda.

As últimas imagens do DJ

Poucas horas depois da morte de Avicci, o resort Muscat Hills divulgou duas fotografias que fãs do DJ tinham tirado com ele durante a sua estadia em Mascate. As autoridade acreditam que se tratam das últimas fotos do sueco com vida. 

Maitrai Joshi, o DJ residente do resort, foi um dos que tirou fotografias com Tim Bergling. Em entrevista ao Daily Mail, Joshi contou que conheceu o produtor uma semana antes da morte deste.

"Foi um choque vê-lo em Omã. Ele estava de férias, disse-me que era a sua primeira vez em Omã", afirmou, acrescentando que Avicii tinha decidido prolongar as férias no país por mais uma semana.

Joshi disse ainda que não se lembra de ver o sueco beber, mas que reparou que ele estava bem disposto a aproveitar as férias com vários amigos. 

"Não sei o que aconteceu. Ele estava muito bem e feliz". 

Avicci morreu aos 28 anos. Terminou assim a sua "viagem completamente louca" pelo mundo da música. Um dia após a sua morte, milhares de fãs do sueco juntaram-se na praça Sergels Torg, em Estocolmo, para lhe prestar homenagem.