Muse em concerto épico no Pavilhão Atlântico (fotos)
Trio inglês apresentou novos temas de «The Resistance» e levou o público ao rubro com o recordar dos maiores êxitos da carreira
Por: João Carneiro da Silva/ | 2009-11-30 04:26Com um novo álbum pouco consensual junto dos fãs, os Muse estiveram este domingo em Lisboa e passaram com distinção no
teste no Pavilhão Atlântico. O trio inglês apresentou um espectáculo visual que deixou muitos boquiabertos e música que levou
ao rubro as emoções dos milhares que esgotaram a lotação da sala.
Em noite de dilúvio, coube a outro trio, mas este
vindo das Escócia, as honras de abertura. Os Biffy Clyro já tinham deixado uma boa imagem de rock com melodia e garra no festival
de Paredes de Coura, em 2008, e voltaram agora a confirmar a pujança em palco.
Desta vez, a banda de Glasgow trouxe
novos temas como «The Captain» ou «Bubbles», dois dos pontos altos de «Only Revolutions», o quinto disco, lançado no início
deste mês.
Entrada grandiosa
Se os Muse falharam na pontualidade britânica, com quase 20 minutos
de atraso, compensaram com uma entrada espectacular em palco. Assim que os três arranha-céus de lona desmoronaram, Matt, Dom
e Chris surgiram do alto de três plataformas que serviam também de ecrãs gigantes.
«Uprising», faixa de abertura
do novo «The Resistance», deu o início natural ao concerto e lançou os primeiros indícios de que o quinto disco de estúdio
tem um punhado de canções capazes de sobreviver às exigências de um espectáculo ao vivo. Letras estudadas em casa e coros
a acompanhar o sintetizador do quarto elemento (ficou na penumbra) repetiram-se do lado da plateia ao longo da noite.
A
primeira grande explosão de energia veio com «New Born», no riff sujo da guitarra de Matt. A incursão pelos primeiros álbuns
desta década dos Muse foi sempre bem recebida e serviu, em muitos casos, de contraponto a momentos mais calmos como «Map Of
The Problematique» ou «Interlude».
Entre os Queen e as arábias
Após novo tiro certeiro com o eléctrico
«Hysteria», chegou a vez do piano de cauda entrar em cena. Matt desbravou caminho por «United States of Eurasia», outro dos
novos temas já bem conhecidos do público. Entre coros e riffs a fazer lembrar os Queen, e secções de orquestra dignas de um
«Lawrence da Arábia», os Muse transportaram eficazmente a dimensão épica da canção para o palco.
Fotos:
Em
novo coro, o público acompanhou o vocalista dos Muse por «Feeling Good», sem se deter nos falsetes - reacção mais homogénea
do que ao novo single «Undisclosed Desires», que mais parece ter saído do bolso de Timbaland.
Na melhor sequência
de temas do alinhamento, «Starlight» puxou pelas palmas compassadas e pelos refrões cantados por milhares de vozes, «Plug
In Baby» voltou a agitar os ânimos com o riff serpenteante da guitarra de Matt Bellamy, e «Time Is Running Out» confirmou
mais uma vez o lugar na lista de canções obrigatórias em concertos dos Muse.
Antes do encore ainda houve «Unnatural
Selection», que, apesar de ser uma das preferidas dos fãs no novo álbum, não consegue fugir por completo às comparações com
os riffs de guitarra de «New Born».
Certo é que ainda restava muita energia em palco e na plateia (bancadas incluídas,
claro). «Exogenesis 1 (Overture)» serviu de amostra à sinfonia de três partes que Matt criou em «The Resistance», mas foram
«Stockholm Syndrome» e «Knights of Cydonia» que acabaram por fechar a noite em grande ao fim de uma hora e quarenta minutos
de espectáculo.
Alinhamento do concerto:
1. Uprising
2. Resistance
3. New Born
4. Map Of The
Problematique
5. Supermassive Blackhole
6. MK Ultra
7. Interlude
8. Hysteria
9. United States of Eurasia
10.
Feeling Good
11. Guiding Light
12. Jam (Dom e Chris)
13. Undisclosed Desires
14. Starlight
15. Plug In
Baby
16. Time Is Running Out
17. Unnatural Selection
Encore
18. Exogenesis: Symphony, Part 1 (Overture)
19.
Stockholm Syndrome
20. Knights of Cydonia

