O músico Prince terá recebido tratamento para uma overdose de drogas seis dias antes da sua morte, tendo sido tratado no hospital de Moline, Estado de Illinois.

O cantor seguia num avião privado, após vários concertos na Geórgia, e foi feita uma aterragem de emergência para que fosse levado ao hospital. A versão oficial do músico indicava que estava apenas com uma gripe.

A notícia é avançada pelo site TMZ, especializado em celebridades, que escreve que o músico recebeu uma injeção para contrariar os efeitos de um opiáceo. Os médicos queriam que Prince ficasse internado no hospital pelo menos 24 horas, mas por falta de disponibilidade de um quarto privado, o cantor recusou-se a ficar e acabou por seguir para casa.

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O site norte-americano desconfiava da versão oficial do cantor, já que o avião estava apenas a cerca de 50 minutos de viagem de casa do cantor, o que tornava pouco credível a história da gripe. No entanto, no sábado, o músico esteve numa festa perto de sua casa e pediu aos presentes que “adiassem as rezas”, e que se encontrava bem.

O TMZ avança que as autoridades do Minnesota estão a tentar aceder aos registos do hospital de Moline. A causa da morte de Prince ainda é, no entanto, desconhecida e será determinada pela autópsia ao corpo do músico, que é realizada esta sexta-feira.

O site norte-americano revela, ainda, que Prince foi visto numa farmácia quatro vezes durante esta semana, a última na quarta-feira à noite, por volta das 19:00. Testemunhas disseram que o cantor parecia mais frágil do que em outras ocasiões.

Prince Rogers Nelson, nascido a 7 de junho de 1958 em Minneapolis, Minnesota, morreu esta quinta-feira, estúdios do Paisley Park. O cantor, bailarino, compositor norte-americano, que era conhecido apenas pelo seu primeiro nome e foi considerado um ícone na música pop por mais de três décadas, morreu numa altura em que se encontrava em digressão do último álbum, já a gravar o próximo e a escrever um livro de memórias, cujo título provisório era "The Beautiful Ones".

A chamada de emergência 

Na chamada de emergência para o 911 (equivalente ao 112 em Portugal) é possível perceber que o cantor já estava morto quando as autoridades chegaram aos estúdios.

Quem liga para a linha de emergência diz que estão na “casa do Prince e que há uma pessoa morta”. Quando questionada sobre se “estava junto da pessoa”, confirmou e acrescentou que se tratava “de Prince”.

Os paramédicos acabariam por confirmar estas informações à chegada a Paisley Park, onde o cantor vivia.