Michael Jackson tomava propofol desde 1999
Ex-agente e amigo do cantor lança livro que revela pormenores sobre a vida privada do «Rei da Pop»
Por: Redacção/ JCS | 2011-11-14 18:14Relacionadas
Um ex-agente e amigo pessoal de Michael Jackson lança esta terça-feira nos EUA um livro no qual revela que o cantor tomava
propofol desde 1999. Segundo a Associated Press, em «My Friend Michael» («O Meu Amigo Michael») Frank Cascio conta que o primeiro
contacto de Jackson com o anestésico que o matou aconteceu após um acidente de palco num concerto em Munique, na Alemanha.
Seis
anos antes, em 1993, o cantor tinha já começado a tomar outro analgésico, demerol, durante a digressão de promoção ao álbum
«Dangerous». Cascio, amigo de Michael Jackson desde os cinco anos de idade, foi assistente pessoal do cantor e também o seu
agente.
O autor de «My Friend Michael» escreve que Jackson passou a tomar as poderosas drogas anestésicas como forma
de combater a dor física e o cansaço enquanto andava em digressão.
«Ao longo dos anos, habituei-me a ver médicos
a entrar e a sair, especialmente nas últimas digressões, quando o Michael estava sobre enorme pressão e precisava de ajuda
para conseguir adormecer», relata Cascio no seu livro.
Frank Cascio afirma que, em 2001, tentou chamar a atenção
dos irmãos de Michael Jackson para a preocupante dependência do artista às drogas, mas o cantor acabou por ignorá-los.
«No
fim, o sofrimento físico e mental prevaleceu e o Michael morreu na sua busca incansável por conseguir alguma paz interior»,
lamenta o autor em «My Friend Michael».
Michael Jackson morreu a 25 de Junho de 2009, vítima de uma overdose de propofol.
No julgamento do médico do cantor, os jurados decidiram por unanimidade que Conrad Murray foi culpado da morte involuntária
de Jackson ao administrar-lhe de forma descuidada doses diárias do anestésico.
A 29 de Novembro, será conhecida a
sentença de Murray, que chegar até a um máximo de quatro anos de prisão.

