A primeira edição do festival internacional “Lisbon Music Fest” vai reunir orquestras, coros e ‘jazz big bands’ de seis países diferentes, em Lisboa, entre 4 de julho e 7 de agosto, com mais de 30 concertos de entrada livre.

O festival surgiu para “dar resposta à procura crescente de agrupamentos internacionais de jovens músicos que todos os anos procuram festivais e eventos deste género”, disse esta segunda-feira o diretor do “Lisbon Music Fest”, Tiago Neto, durante a apresentação do evento, na sala do arquivo dos Paços do Concelho, em Lisboa.

Segundo este responsável, o festival constituirá um evento pioneiro em Portugal, que pretende replicar um modelo de sucesso já existente nas principais capitais europeias, assim como nos Estados Unidos da América e na Austrália, “promovendo a cidade de Lisboa a nível cultural e artístico e que terá consequência no turismo”.

Os concertos vão ter como palco salas emblemáticas da capital, auditórios e espaços ao ar livre, como por exemplo o Teatro Nacional de São Carlos, a Aula Magna, o Palácio Nacional da Ajuda, a Igreja da Graça e o Convento do Carmo.

O “Lisbon Music Fest” vai também estender-se aos concelhos de Sintra (Centro Cultural Olga Cadaval, Palácio da Vila e Quinta da Regaleira), Cascais (Parque Palmela, Cascais Jazz Club), Évora (Praça do Giraldo), Figueira da Foz (Forte de Santa Catarina), Batalha (Mosteiro da Batalha) e Peniche (Auditório Municipal).

O festival conta com a participação de 15 agrupamentos de jovens músicos de seis países - Portugal, Espanha, Suíça, Holanda, Letónia e Estados Unidos da América (EUA) -, envolvendo cerca de 1.500 participantes, entre músicos, técnicos e ‘staff’.

Alguns dos grupos participantes são: The National Youth Orchestra of Ireland (Irlanda), Youth Symphony Orchestra de Berna (Suíça), Joven Orquesta Promúsica de Málaga (Espanha), VU-Orkest Amsterdam (Holanda), Riga Music Schools Symphony Orchestra (Letónia), North Stars Youth Orchestra (EUA) e Jovem Orquestra Portuguesa e Coro Juvenil da Universidade de Lisboa (Portugal).

A organização pretende “incluir a cidade de Lisboa no roteiro cultural internacional, promover uma oferta cultural inclusiva, diversificada e abrangente e criar uma plataforma anual de intercâmbio de jovens músicos oriundos de todo o mundo”, explicou o diretor do festival, Tiago Neto.

De acordo com este responsável pela organização do “Lisbon Music Fest”, prevê-se “uma audiência total superior a 15 mil pessoas, de todos os estratos sociais e etários”.