Seis dias após a estreia no YouTube, o vídeo que marca o regresso de Lily Allen conta com mais de seis milhões de visualizações. «Hard Out There» é o nome da nova canção da artista inglesa e, tanto a letra como o respetivo vídeo, criticam a objetificação das mulheres no mundo da música.

O lado satírico do videoclip não terá sido entendido por todos Lily Allen acabou, ela própria, por ser acusada de racismo. Tudo porque as mulheres que dançam sugestivamente no vídeo são quase todas negras.

No site The Root, a cantora foi criticada por não se juntar às dançarinas em coreografias demasiado explícitas, alegadamente por racismo.

Em resposta, Allen publicou um comunicado em que afirma não ter escolhido as dançarinas pela sua raça e que só não aparece em biquíni a dançar com elas porque tem «celulite crónica».

«Se eu conseguisse dançar como elas, seria o meu rabo no ecrã. Eu até treinei durante duas semanas para aperfeiçoar o meu twerking, mas falhei miseravelmente. Se eu fosse mais corajosa, estaria também em biquíni, mas não sou, e tenho celulite crónica, coisa que ninguém quererá ver», escreveu.

«Hard Out There» é o primeiro tema revelado daquele que será o terceiro disco de estúdio de Lily Allen. A cantora esteve afastada do mundo da música durante os últimos anos, lançou uma loja de roupa com a irmã (que entretanto faliu), casou e teve duas filhas.