A poucas semanas do Rock in Rio Lisboa, que assinala os 10 anos do festival, a organização prepara o futuro. «A nossa intenção é ficar para sempre», afirmou à Lusa a produtora Roberta Medina.

A edição de 2014, que tem início a 25 de maio e conta com Rolling Stones, Arcade Fire ou Justin Timberlake, representou um investimento «muito pesado no cartaz».

Em resposta às críticas que foram surgindo nas últimas semanas por causa do regime de voluntariado no festival - sem direito a remuneração -, Roberta Medina recordou a experiência de que quem passa pelo festival é «feliz, de diversão e aprendizagem profissional».

«Ajudam a organização e aprendem a trabalhar numa das maiores organizações de música do mundo (...). Quem vem sabe a regra do jogo, quem não quer vir não tem que vir. Se alguém tem expectativa de ser pago, procura outro emprego. O voluntariado é usado em qualquer grande evento do mundo», defendeu.

Há dez anos presente em Portugal, o Rock in Rio faz questão de sublinhar que tem uma vertente social, com projetos que envolvam a comunidade local. Para este ano, Roberta Medina prepara um «projeto social transversal às próximas edições, em colaboração com a Câmara [Municipal de Lisboa] e que tem como objetivo revitalizar o Parque da Bela Vista».

«Se tem uma tristeza desses anos, é por que é que o parque continua a não ser muito usado. Um espaço tão privilegiado. Falta alguma infraestrutura; se quiser fazer um 'jogging' não tem onde comprar uma água, não tem uma casa de banho. Estamos a querer investir nesse caminho», diz.

Para tal, Roberta Medina está em negociações com a autarquia, com vista às próximas edições do festival, que nasceu nos anos 1980 no Brasil, expandiu-se para a Europa a partir de Lisboa e tenciona estrear-se em 2015 nos Estados Unidos, com o Rock in Rio Las Vegas.

«Estamos a renegociar com a câmara as próximas edições [do RiR Lisboa]. A nossa intenção é ficar para sempre», considerou.