Os norte-americanos The Walkmen podem estar à beira da separação, segundo as mais recentes revelações feitas pelo baixista e teclista Peter Bauer. Em entrevista ao «The Washington Post», o músico explicou que já não sente a união da banda «há muito tempo» e que a falta de planos para o futuro deverá levá-los, no mínimo, a um «hiato extremo».

«Não temos quaisquer planos para o futuro. Eu chamaria-lhe um hiato bastante extremo», disse Bauer sobre o que irá acontecer aos The Walkmen após os últimos dois concertos agendados para sábado, na cidade-natal Washington DC, e a 4 de dezembro, em Filadélfia.

«Acho que nenhum de nós queria fazer outro disco dos Walkmen. Talvez isso mude com o passar do tempo, ou talvez não, ou talvez voltemos a dar concertos. É estranho fazer um alarido à volta de uma coisa quando não há razões para isso. Ao mesmo tempo, sinto que já não somos um grupo unido há muito tempo, portanto não há muita coisa para separar», acrescentou o músico.

Mas apesar do futuro incerto enquanto banda, os músicos dos The Walkmen vão continuar a fazer música, e até mesmo em colaboração uns com os outros. Peter Bauer tem dado concertos com o baterista Matt Barrick e prepara o lançamento de um disco a solo, com um dos temas a ser misturado por Hamilton Leithauser.

O próprio vocalista dos The Walkmen tem também um trabalho a solo para lançar em 2014, e o mesmo acontece com Walter Martin (baixo e teclas).

«É bom ainda sermos todos amigos. Sabe bem estarmos fora da banda e sermos simplesmente amigos - e depois logo vemos no que isso dá», afirmou Peter Bauer ao «The Washington Post».

«Já passaram quase 14 anos. É tempo suficiente.»

Formados em 2000, os The Walkmen editaram até hoje sete disco de estúdio, entre eles o aclamado «You & Me», em 2008, e o álbum dedicado à capital portuguesa, «Lisbon», em 2010.

«Heaven», lançado no ano passado, foi o último longa-duração de um grupo que se estreou em Portugal durante o festival Super Bock em Stock, em 2009. A passagem mais recente pelo nosso país, no final de 2012, esteve inicialmente marcada para o Coliseu de Lisboa, mas acabou por ser transferida para uma sala de menor dimensão, o TMN Ao Vivo.