Começou a cantar ainda miúdo, e foi pela mão de Amália que gravou o primeiro disco. Hoje, 18 anos depois, Camané apresenta o melhor da sua carreira em CD e, agora, no Coliseu de Lisboa.

O concerto desta quinta-feira reunirá os grandes êxitos do fadista e o palco será o ponto de encontro de amigos, outros grandes nomes do fado e da música portuguesa.

«São convidados que não precisam de ser apresentados a ninguém, são grandes artistas», disse à TVI Camané sobre Aldina Duarte, Mário Laginha, a polaca Anna Maria Jopek, e Carlos do Carmo.

«Eles vão estar a partilhar momentos comigo. O Carlos não vai estar lá a cantar um tema, eu vou estar com o Carlos, vamos estar a partilhar as nossas coisas um com o outro.»

Aos clássicos juntam-se as novidades, como «Ai Margarida», de um poema de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) acompanhado pelo piano de Mário Laginha.

Fadista confesso do fado triste, Camané mostra assim o melhor que fez até agora, mas já a pensar no futuro. «Tenho 47 anos... Vou cantar até aos 90, 95», assegurou.

O público agradece com casa cheia já prevista para o concerto no Coliseu de Lisboa.