No dia que vai apresentar o último álbum no Vodafone Paredes de Coura, lançado em 2015, o artista português Moullinex contou à TVI24 que já se encontra a preparar o próximo trabalho de originais, que deverá sair no próximo ano.

Luís Clara Gomes esteve à conversa com a TVI24 durante a tarde, horas antes do concerto que vai dar no palco After Hours do festival minhoto. Além do futuro, falou sobre o carinho que tem pelo VPDC, tanto que decidiu vir mais cedo para disfrutar do festival do lado do público.

TVI24: Como é regressar ao Vodafone Paredes de Coura?

Moullinex: É ótimo, adoro estar aqui. Aliás, eu vim logo na quarta-feira porque queria estar cá em miniférias até ao dia do concerto. Já vi espetáculos ótimos, só por LCD Soundsystem já valeu a pena, mas também Unknown Mortal Orchestra, que foi ótimo, também os Best Youth, Thee Oh Sees, Whitney, até agora tenho apanhado muito bons concertos. É sempre bom estar aqui, é um sítio ótimo para ouvir música.

TVI24: Algum concerto em particular que queira ver hoje?

M: Hoje quero muito ver os King Gizzard & The Lizard Wizard, que já vi no “Mexefest”, numa sala que não lhes fez justiça em termos de acústica, mas hoje têm a sala que merecem.

TVI24: O Luís corre o país todo, como diferencia este festival dos restantes?

M: O contexto natural é ótimo, gosto muito deste espaço. O ambiente em natureza é perfeito, depois o facto de ser um local mais isolado faz com que as pessoas que vêm aqui não seja tanto aquele público que vai a um festival genérico, que por vezes não tem a música no centro das atenções. Quem vem cá, vem ver concertos, vem os dias todos. E isso vê-se no público, que aplaude bandas que se calhar até nem conhecem ou conhecem mal. Há uma entrega gigante do público às bandas, eu senti isso quando estive cá e sinto isso em relação às outras bandas. Músicos amigos meus que já vieram aqui não se esquecem de Paredes de Coura.

TVI24: Vai continuar por cá?

M: Vou ficar para o último dia, sim. Quero ver vários nomes. Há três ou quatro concertos que quero ver, entre eles o dos Capitão Fausto e Matias Aguayo.

TVI24: Sobre o seu trabalho, vem apresentar o álbum que lançou no ano passado, como estão a correr os espetáculos e como acha que vai ser recebido aqui?

M: A receção ao novo álbum está a ser ótima. Estou a gostar muito de o tocar ao vivo e as pessoas têm-me dito que gostam das músicas, que se identificam com esta ou aquela. Mas sei que é um álbum que não é ideal para a pista de dança, e como eu aqui vou tocar às duas da manhã, e vou tocar muitos temas desse álbum, vou optar por tocar versões mais ‘viradas’ para a pista, para dançar.

TVI24: O que está no horizonte do Moullinex? Álbum novo?

M: Tenho um álbum novo quase pronto, mas a parte final, fechá-lo, é sempre o que demora mais. Vou estar ocupado a transformar 30 músicas em 12-15. Será lançado apenas no ano que vem. Este ano ainda vou lançar música nova, mas o trabalho completo só mais tarde. Ainda não sei se será lançado de uma vez ou em parte. Ainda vou pensar melhor.