A cantora Mafalda Arnauth apresenta em fevereiro o novo álbum, «Terra da Luz», em Itália, onde o CD foi editado este mês, e também em Braga, no Theatro Circo, e em Lisboa, no Teatro da Trindade, escreve a agência Lusa.

Mafalda Arnauth atua em fevereiro, no dia 15 no Auditorium Parco della Musica, em Roma, no dia seguinte no Teatro Manzoni, em Bolonha, no dia 22 sobe ao palco do Theatro Circo, em Braga, e no dia 28 ao palco do Trindade em Lisboa.

Em Braga e Lisboa a intérprete é acompanhada pelos músicos Pedro Santos (acordeão), Pedro Viana (guitarra portuguesa), Marco Oliveira (viola), Fernando Júdice (baixo) e João Ferreira (percussão).

Em declarações à Lusa, Mafalda Arnauth afirmou que «Terra da Luz», produzido pelo músico e compositor Tiago Machado, «é também a vontade de um impulso para Portugal mudar a situação que atravessa».

«Nós temos de mudar e acredito que somos capazes, temos de dar um futuro, e daí dedicar este álbum aos meus sobrinhos», realçou.



«Terra da Luz» é o quarto álbum de Mafalda Arnauth editado em Itália. À Lusa, Mafalda Arnauth disse que, em «Terra da Luz» optou por um alinhamento que reflita «um Portugal sonoro mais alargado e um acreditar em nós».

«Sou uma fadista que gosta de piscar o olho a outras áreas, e o universo sonoro de Portugal é muito mais alargado que o fado, daí propor uma linha melódica que, aliás, tinha já evidenciado em anteriores álbuns, nomeadamente no "Rua da Saudade"», afirmou a intérprete.

Dos doze temas que constituem «Terra da Luz», editado no final do ano passado em Portugal, Mafalda Arnauth está associada à autoria de dez, em alguns partilhando a composição com Tiago Machado, mas, noutros, assumindo a letra e música.

«Luz», «À Espera de um Deus», «Onde Mora a Vida», «Infância» e «Coisas do Coração» são alguns temas do álbum que aponta para uma linha que não é fadista, mas aquela com a qual a fadista mais se identifica nesta altura.

«Neste momento é esta linha melódica com a qual me identifico, mas não renego todo o fado que cantei e provavelmente vou cantar», rematou Mafalda Arnauth.