O cantor norte-americano Bruce Springsteen deu detalhes que até agora eram desconhecidos. O artista de rock admitiu ter sido acompanhado por um psicoterapeuta nos últimos 30 anos, por sofrer de depressão crónica – uma doença hereditária com consequências psicológicas e físicas que deixam os doentes muito debilitados.

Depois de contar que a última crise depressiva foi há dois anos, o cantor agradeceu à mulher, a cantora Patti Scialfa, que testemunhou todos os episódios provocados pela doença.

A Patti pôde observar um comboio de carga a descarrilar”, metaforizou Springsteen.

O autor de “Born in USA” descreve na sua autobiografia, “Born To Run”, como conseguiu combater a depressão que teve durante a gravação do álbum “Wrecking Ball”, lançado em 2012. Esse trabalho incluiu uma faixa com o nome “Esta Depressão” (no original, “This Depression”), onde o cantor alude à doença da qual padece. 

“Eu estava acabado entre os 60 e 62 anos, fiquei bem durante um ano e voltei a ter o problema aos 63 até aos 64”, escreveu. “Não é um bom historial”.

Numa entrevista à revista Vanity Fair, Springsteen falou sobre o receio de que os sintomas provocados pela doença possam piorar com a idade, tal como pôde testemunhar no seu pai.

No livro, o cantor conta que o pai tinha problemas mentais graves, como a agorofobia – medo de sair de casa - e também depressão.

Posso ficar assim tão doente e tornar-me mais parecido com o meu pai?”, questionou-se.

O cantor continuou a falar do assunto relacionado com o pai, dizendo que o relacionamento entre os dois foi sempre atribulado e mostrando algum ressentimento por nunca ter ouvido palavras de carinho, como “gosto de ti”.

A autobiografia da estrela de rock estará à venda a partir de 27 de setembro. Em “Born to Run”, Bruce Springsteen contará histórias de infância, falará dos seus ídolos e dos primeiros anos de uma carreira que está quase a celebrar o 50º aniversário.