O novo álbum da banda rock Pink Floyd, “The Endless River”, que é editado na segunda-feira, já bateu o recorde de pré-vendas na plataforma digital Amazon, foi anunciado esta sexta-feira.

Constituído por material aproveitado das sessões do álbum anterior, "Divison Bell" (1993), e maioritariamente instrumental, “The Endless River” bateu assim o recorde de pré-vendas, que pertencia aos One Direction, segundo dados divulgados pela discográfica Warner Music.

O diretor da Amazon para a Europa, Steve Bernstein, afirmou em comunicado que os “Pink Floyd têm agora o álbum mais pré-encomendado na Amazon.co.uk, o que é uma conquista notável para a banda e também prova de que continuam a ser um dos grupos mais populares da cena musical".

Em “The Endless River”, a banda britânica inclui três dos membros do quarteto, nomeadamente David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright, entretanto falecido, mas que ainda fez parte das gravações de "Diviosn Bell", mas não contempla Roger Waters, que publicamente fez questão de se demarcar do projeto, através de um testemunho na sua página, na rede social Facebook.

O álbum, dividido em quatro partes, é constituído por 18 temas de “Things Left Unsaid”, a “Louder Than Words”, e inclui entre outros, “It's What We Do”, “Ebb And Flow”, “Anisina”, “The Lost Art Of Conversation”, “Autumn'68”, “Allons-y (2)”, “Talkin' Hawkin”, “Calling”, “Eyes To Pearls” e “Surfacing”.

O álbum, sobretudo instrumental, conta com uma canção “Louder Then Words”, cuja letra é assinada por Polly Samson, que colaborou também no álbum “Divison Bell”.

O projeto editorial de "The Endless River", além de uma edição digital e de um CD, inclui uma caixa - com o CD, um DVD com seis temas, e gravações extra de três temas -, e uma edição em vinil do álbum.

Em comunicado, David Gilmour afirma que o álbum “tem como ponto de partida a música das sessões de gravação do álbum ‘The Divison Bell’”, saído em 1993.

“Ouvimos mais de 20 horas das nossas gravações e selecionámos a música em que queríamos trabalhar, para um novo álbum”, afirma Gilmour, segundo o qual, neste ano, foram acrescentadas partes e regravadas outras.

“Recorremos a toda a tecnologia de estudo para criar um álbum Pink Floyd do século XXI, sem a possibilidade de podermos voltar a tocar com o Rick [Richard Wright, que morreu em setembro de 2008]”, afirma o músico.

O álbum, todavia, como aproveita material gravado, Wright surge em alguns temas, como acontece com o de abertura ou em “Allons-Y”, entre outros.

Nick Mason, por seu turno, sublinha que a canção “Louder Than Words” fez parte das últimas sessões que gravaram.

“Nós os três a tocar no barco/estúdio Astoria. As teclas idiossincráticas do Rick relembram-me que não sabemos valorizar o que temos, até não o termos”.

A capa do álbum, a imagem de um homem a remar sobre as águas, foi criada pelo jovem egípcio Ahmed Emad Eldin, de 18 anos, que sucede a Storm Thorgerson, que desenhou quase todas as capas do Pink Floyd, e que faleceu no ano passado.

A banda rock foi formada em 1965, na localidade inglesa de Cambridge e, segundo a discográfica, já vendeu mais de 250 milhões de discos em todo o mundo.

O nome da banda inspira-se nos dos músicos de “blues” Pink Anderson e Floyd Council. Os músicos iniciaram a sua carreira conjunta nos bares noturnos alternativos de Londres.

David Gilmour só se juntou à banda no final de 1967, quando era formada pelos ainda estudantes Roger Waters, Nick Mason, Richard Wright e Syd Barrett, guitarrista, vocalista e autor de alguns dos principais êxitos iniciais, que deixou o grupo em abril de 1968.

“The Piper at the Gates of Dwan” (1967) foi o primeiro disco da banda, que atingiu um dos maiores sucessos de vendas com o álbum “The Wall”, em 1979.