E ao terceiro dia, uma das piores coisas que podem acontecer num concerto, aconteceu. Korn tinham acabado de subir ao palco para dar início ao concerto e cerca de um minuto depois o som apagou-se.

Jonathan Davis mostrou-se incrédulo. Gesticulando para um público que tinha acabado de começar a cantar o refrão de “Blind”, o vocalista da banda de nu metal mostrou-se desiludido com o que tinha acabado de acontecer e não o escondeu.

Fez-se silêncio na Cidade do Rock até que, cerca de 15 minutos mais tarde, nova tentativa. A banda sobe ao palco e retoma o concerto mas, praticamente no mesmo momento de "Blind", o som do Palco Mundo não aguentou e "apagou-se". 

Os Korn retiraram-se para os bastidores, o palco ficou às escuras e 15 minutos depois do apagão - e de muitos apupos dos fãs - um membro da organização subiu ao palco para avisar o público que se tratava de "um problema técnico, quase resolvido" e que o concerto estava quase a recomeçar.

23:11. Korn regressam. Palco em tons de vermelho e ao longo de quase 25 minutos tudo correu de feição. A banda tocava a "Shoots and Ladders" e acabava de passar para o meio da música "One" dos Metallica, quando o pior voltou a acontecer. O som terminou antes do solo de "One" e o público nem queria acreditar. Tanto que saiu do relvado em direção ao balcão de apoio do festival para preencher o livro de reclamações.

Para todos os efeitos foram 70 euros deitados ao lixo porque mais de metade das pessoas vinham para ver Korn e o pouco que eles tocaram deu para perceber que certamente iam ser a melhor banda deste festival e eu gostava de saber quem é que se vai responsabilizar nesta altura pelo que aconteceu", afirmou Tiago Pereira, um dos fãs que falou com a TVI24.

Também Pedro Gonçalves, que veio ao Parque da Bela Vista apenas para ver Korn, confessou à nossa equipa de reportagem que "é ridículo o que aconteceu".

Sei que não vamos conseguir reaver dinheiro nenhum. (...) Eu paguei 70 euros para ver Korn! Eu não paguei 70 euros à banda para ver, paguei 70 euros ao Rock in Rio para ver o concerto. Por isso, tenham ao menos a decência de não estar aqui a empatar as pessoas, que são muitas. Epá, isto é uma vergonha. Só que não é preciso estar aqui esta polícia toda com medo que vá acontecer alguma coisa, somos pessoas civilizadas".

Para este fã lisboeta que assistiu ao curto concerto ao lado de "pessoas que vieram dos Açores para ver o concerto", o que aconteceu foi no mínimo "chato".

O problema é que isto foi no dia em que veio menos gente, porque se fosse num dia em que estivessem 80 mil pessoas como estiveram a ver Queen, se calhar o problema ia ser um bocadinho maior. Agora como estão aqui 20 ou 30 mil pessoas...."

Já para Manuela Barros, que veio do norte do país para ver "especificamente" o concerto de Korn, o que aconteceu foi "inadmissível" e a organização pode contar com a sua reclamação.

Vamos fazer reclamação para pedir o dinheiro do bilhete, quer do transporte, porque nós não somos de Lisboa e tivemos de pagar para vir ver Korn especificamente. Queremos o reembolso do dinheiro do bilhete e não só, porque pagámos transporte para vir ver um concerto que nem chegou a acontecer".

Foram cerca de 25 minutos e quatro músicas de Korn no parque da Bela Vista. Com mais de uma hora de atraso e com os Hollywood Vampires agendados para as 23:45, a organização acabou mesmo por anunciar que o espetáculo tinha terminado e que os problemas técnicos não iriam afetar a banda de Alice Cooper.

No Facebook, a banda pediu desculpas aos fãs pelo que aconteceu no concerto desta noite, dizendo que tiveram "vários problemas com a energia no palco e que infelizmente" não conseguiram concluir o alinhamento".

As nossas sinceras desculpas aos fãs de Korn".

Também o Rock in Rio reagiu ao "apagão" e "lamentou o sucedido durante o concerto de Korn", acrescentando que os "detalhes" estão a "ser apurados".

Tudo indica que o problema foi do equipamento da banda estando, ainda, os detalhes a serem apurados. As reclamações do público foram recolhidas e a Organização dará uma resposta nos próximos dias".

No terceiro dia de festival aconteceram ainda os concertos de Hollywood Vampires, Rival Sons e Rock in Rio – O Musical que "decorreram normalmente, tendo entrado na Cidade do Rock 56 mil pessoas".