O cantor grego Demis Roussos morreu este fim-de-semana aos 68 anos, indicou ao jornal francês «Le Figaro» a filha do cantor, Emily. Demis Roussos morreu na noite de sábado para domingo, na casa onde residia em Atenas, explicitou à agência France Presse uma fonte médica.

Demis Roussos alcançou a fama internacional nas décadas de 1970 e 1980, tendo vendido mais de 60 milhões de álbuns em todo o mundo.

Artemios «Demis» Ventouris Roussos nasceu a 15 de julho de 1946 no Egito, em Alexandria, onde foi criado até aos 15 anos, quando os pais voltaram à Grécia. Demis Roussos era um exemplo de ecletismo musical. Começou a carreira ainda antes dos 20 anos, participando em vários grupos, como os Aphrodite's Child, banda de rock progressivo, onde tinha como companheiro Vangelis. Antes, o artista fez parte dos The Idols, aos 17 anos, e mais tarde dos We Five.

O cantor distinguiu-se depois por uma carreira a solo e construiu grande da sua popularidade em França. Tornou-se conhecido graças a temas românticos como «Goodbye My Love, Goodbye», «My Only Fascination», «From Souvenirs to Souvenirs», «Quand je t'aime» ou «Forever And Ever», que lhe deram fama universal.

As décadas seguintes foram menos felizes, com Demis Roussos a lutar contra a depressão e a ver a popularidade cair. Em 1985, estava a bordo de um avião que foi sequestrado por terroristas xiitas, e só foi libertado ao fim de quatro dias.

Dos anos 1990 em diante, recuperou energias e voltou a gravar e a fazer tournées. Já em 2006, no álbum «Live in Brasil», podia-se ouvi-lo a cantar em português.

Referindo-se à carreira, Demis Roussos afirmou um dia: «O próprio Andy Warhol tinha um exemplar do nosso disco 666 (gravado com o Afrodite's Child) na sua discoteca. Sou como um pintor que teve diferentes períodos: jazz, soul, pop, e depois variedades. Mas não posso lamentar ter tornado felizes sessenta milhões de pessoas com os meus discos».