A Alemanha pretende impedir a venda de carros novos a gasolina e Diesel a partir de 2030. Segundo o “Der Spiegel”, o parlamento alemão aprovou um projeto lei que pretende impedir a comercialização de modelos a combustão, a gasolina e Diesel.

O documento pretende incentivar outros países membros da União Europeia, de modo a que haja um consenso em relação aos incentivos fiscais apenas para veículos elétricos, assim como os alimentados a hidrogénio, a partir de 2030.

O parlamentar do partido Greens, Oliver Krischer, é peremptório: “Se o acordo de Paris, para reduzir as emissões de poluentes e o aquecimento global, for levado a sério, não há como serem permitidos carros novos com motor a combustão nas estradas depois de 2030.”

O problema – especialmente para a Alemanha – é que se uma proposta para venda apenas de carros elétricos fôr aprovada, o impacto na indústria será enorme, já que milhares de postos de trabalho serão cortados no país. O impacto será maior nos fornecedores do que nos construtores, além de toda a transformação que isto implica para o setor da manutenção e reparação automóvel.

Com as regras a endurecerem, as marcas alemãs já estão a mexer-se para responder às medidas em estudo. Exemplo disso é a BMW, com o elétrico i3 e o híbrido i8.

Já a Mercedes-Benz anunciou a criação de uma submarca dedicada exclusivamente a veículos elétricos, a EQ, além de veículos alimentados a hidrogénio já para 2018.

Também a Volkswagen, após o escândalo do “dieselgate”, de emissões fraudulentas, passará a investir mais em veículos verdes, projetando vender entre dois a três milhões de carros 100 por cento elétricos em 2025.