A décima geração do Honda Civic, já disponível em Portugal, será reforçada em março de 2018 com o motor mais esperado (pelo menos em Portugal), o “novo” motor Diesel 1.6 i-DTEC, “amplamente revisto e melhorado”.

Este é um dos primeiros motores a serem testados no âmbito do novo ciclo de consumos e emissões, o WLTP (Procedimento de Teste Global harmonizado para Veículos Ligeiros - Worldwide Harmonized Light Vehicle Test Procedure), que permite aferir valores mais próximos de uma utilização real, e que entrará em vigor este ano.

Enquanto os dados do ciclo NEDC (New European Driving Cycle) são baseados num perfil de condução teórico, o ciclo WLTP foi desenvolvido usando dados de condições reais de condução recolhidos em todo o mundo. Assim, é concebido para produzir resultados mais próximos de uma experiência de condução real.

Com os mesmos 120cv e 300 Nm de binário, este motor anuncia uma média de consumo homologado de apenas 3,7 litros aos cem (mais 0,1 litros aos cem) e emissões de CO2 de 99 g/km (mais 4 gramas), segundo o ciclo WLTP.

Este é, de resto, um dos primeiros motores a ser oficialmente submetido aos novos testes RDE (Real Driving Emission - Emissões Reais de Condução) para validar as emissões de NOx e nível de partículas emitidas).

O segredo deste 1.6 i-DTEC encontra-se nos detalhes, a começar pela redução na fricção dos cilindros, através de pistões produzidos em liga de aço cromo-molibdênio e o sistema de polimento dos cilindros de forma a melhorar a fluidez do movimento dos pistões.

Curiosamente, o sistema de injeção direta da Bosch é o mesmo, sendo associado a um sistema de sobrealimentação com um pequeno turbo e uma válvula EGR de baixa pressão para melhor circulação dos gases de escape.

Novidade é o sistema de Armazenamento e Conversão de NOx que permite fazer um melhor tratamento desses gases nocivos até ao ciclo de regeneração e a caixa automática de nove velocidades, pela primeira vez aplicada num carro de tracção dianteira da Honda.