Barack Obama apresentou as suas “profundas condolências” sobre o bombardeamento do hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, norte do Afeganistão, que causou 19 mortos e está em investigação sobre a possibilidade de ter sido um raide norte-americano.

“Em nome do povo norte-americano, apresento as minhas mais profundas condolências ao pessoal médico e aos outros civis mortos e feridos no trágico incidente do hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz”.


“O Departamento da Defesa lançou uma investigação completa, e esperamos os resultados do inquérito antes de fazermos uma avaliação definitiva sobre as circunstâncias desta tragédia”, acrescentou o chefe de Estado norte-americano,  em comunicado difundido pela Casa Branca

O secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter, anunciou no sábado que está em marcha uma “investigação completa” ao ataque ao hospital de Kunduz, norte do Afeganistão, gerido pela organização Médicos Sem Fronteiras.

O governo afegão afirmou que o bombardeamento foi feito por forças dos Estados Unidos e responsabilizou os talibãs, dizendo que elementos do grupo insurgente se esconderam no hospital durante confrontos com as tropas afegãs.

O porta-voz das forças norte-americanas no Afeganistão admitiu que um bombardeamento dos Estados Unidos em Kunduz pode “ter produzido danos colaterais a uma instalação médica próxima” e que foi aberta uma investigação.

Os talibãs tomaram na segunda-feira Kunduz, na que foi considerada a mais importante vitória dos insurgentes desde que foram afastados do poder em 2001.

As tropas afegãs anunciaram a recuperação do controlo da cidade na quinta-feira, depois de um contra-ataque apoiado por forças norte-americanas, mas os confrontos continuam, com os dois lados a controlarem diferentes bairros de Kunduz.