A Playboy Internacional disse esta quarta-feira à Lusa que nenhuma empresa pode publicar a revista em Portugal, reagindo à notícia da transferência do título pela Frestacom para outro grupo, e garantiu que tomará «acções legais» se o título voltar a ser publicado.

«A Playboy cancelou a licença que tinha dado à Frestacom e não autorizou nenhuma outra parte a publicar a revista Playboy em Portugal», disse a porta-voz da empresa internacional à Lusa.

«Os consumidores portugueses devem ser avisados que não está autorizada qualquer publicação da marca Playboy em língua portuguesa e ninguém tem o direito de oferecer a licença da marca Playboy a não ser a Playboy Enterprises», acrescentou.

A posição da Playboy Internacional foi tomada depois de o grupo Frestacom, que recebeu em Março uma licença para publicar a edição portuguesa da revista, ter dito à Lusa que vendeu a empresa e o título que gere a um grupo de capitais russos.

Este negócio foi avançado à Lusa por fonte oficial da Frestacom que, segundo disse, passará a chamar-se Olagarroa Publishing Lda para marcar a separação face ao grupo Fresta.

De acordo com a mesma fonte, o grupo que irá deter a Olagarroa pretende continuar a editar a versão portuguesa da revista Playboy «num novo formato, com um novo projecto editorial e uma nova equipa».

Projecto que a Playboy Internacional contesta, tendo a porta-voz adiantado que, se tal acontecer, «serão accionadas as medidas legais necessárias».

Por outro lado, o registo da Playboy portuguesa foi cancelado na terça-feira pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), na sequência de um pedido da casa-mãe.

O cancelamento da licença para editar a revista em Portugal deveu-se à falta de pagamento da Frestacom à casa-mãe, o que já está a ser alvo de um processo judicial nos Estados Unidos.

A mesma fonte da Frestacom assegurou, no entanto, que o novo grupo tem a «intenção de sanar todas as divergências existentes» com a Playboy Internacional.

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