O novo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, iniciou esta segunda-feira uma ronda de audições com os parceiros sociais e, à margem, fez a primeira declaração pública para anunciar que quer “abrir uma porta de diálogo” no seu ministério.

“O objetivo do ministério da Economia é estar sempre ao lado das empresas, dos empresários, dos empreendedores e também dos trabalhadores”, afirmou o governante, numa declaração aos jornalistas à saída de uma audição com a CGTP esta manhã.


Caldeira Cabral começou hoje uma série de contatos com todas as confederações empresariais e de manhã reuniu com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e com a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), estando já agendada para a tarde um encontro com a União Geral de Trabalhadores (UGT).

“Estamos a ouvir todos os representantes dos setores e a dar sinais de confiança de que este Governo está a governar para melhorar as condições económicas do país, e está a governar com as empresas, ouvindo os empresários e os seus representantes.”


O governante explicou ainda o interesse em ouvir também as confederações sindicais: “Por que a economia faz-se com empresas e empresários, e também com trabalhadores motivados”.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, à saída da reunião com o ministro da Economia, confirmou ter sido o governante a solicitar a reunião desta manhã, para ouvir a posição da confederação sobre o que perspetiva para a economia do país.

Essa posição, explicou o sindicalista, passa pela valorização do trabalho e dos trabalhadores e pela necessidade de mudar o modelo de desenvolvimento atual de baixos salários, trabalho precário e desqualificado.

“Abordámos ainda a aposta na produção nacional, para reduzir a dívida e as importações. E criar mais riqueza e emprego”, disse Arménio Carlos, acrescentando ter defendido também na reunião a rentabilização da EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário.

“A EMEF faz apenas manutenção do material circulante ferroviário mas, com investimento, pode tornar-se numa empresa de construção deste material para renovar as frotas da CP e do Metro”, defendeu, salientando ainda a necessidade de revogar a legislação laboral produzida no tempo da ‘troika’.