O líder da CDU/Madeira, Edgar Silva, afirmou nesta segunda-feira que o jardinismo teve uma derrota política assinalável nas eleições autárquicas de domingo, mas admitiu que há, ainda, «batalhas exigentes pela frente» para o derrotar.

«O jardinismo teve uma derrota política assinalável, mas falta muito, ainda, para o derrube do regime. Ainda temos muito trabalho pela frente», disse Edgar Silva, numa conferência de imprensa no Funchal de análise dos resultados eleitorais.

O dirigente comunista, também deputado na Assembleia Legislativa da Madeira, considerou que ¿há uma dinâmica de viragem na região¿ que acarreta «grandes responsabilidades e exigências», mas «tudo está em aberto» pois o «quadro político, económico e social, onde as imposições que os partidos da troika estão a colocar ao país e à região, não traz facilidades».

O PSD, liderado na região por Alberto João Jardim, perdeu sete das 11 câmaras do arquipélago, incluindo o Funchal, onde ganhou a coligação ¿Mudança¿, apoiada pelo PS/PND/BE/MPT/PTP/PAN.

O PS conquistou Machico, Porto Moniz e Porto Santo, o CDS-PP a Câmara de Santana e os movimentos independentes tiraram ao PSD os municípios de São Vicente e Santa Cruz.

A CDU aumentou a votação na região e manteve o vereador no Funchal. Obteve mais um mandato em assembleias municipais (passando a ter cinco face às eleições de 2009) e um outro nas assembleias de freguesia (totalizando 12 eleitos).

«A CDU conseguiu um excelente resultado na região num contexto político de grande dificuldade», declarou Edgar Silva, classificando-o como «histórico».

Para o responsável, a CDU ¿teve um papel indispensável para a derrota do PSD¿ e ¿para que a viragem que está em curso pudesse ter, agora, outros horizontes¿.

«Temos aqui uma situação nova, os eleitos da CDU, na generalidade das freguesias no concelho do Funchal, serão decisivos para que possam funcionar muitas das assembleias», afirmou Edgar Silva, notando que o mesmo se passará no executivo do Funchal, onde a coligação «Mudança» não atingiu a maioria absoluta.

Nesse sentido, sustentou que a CDU «apresenta todas as condições para ser o verdadeiro contraponto na governação do concelho do Funchal» e será quem, «em muitas situações, poderá decidir soluções de governação».