Portugal mantém o quarto lugar no ranking do ajustamento económico elaborado pelo Lisbon Council, mas encontra-se no penúltimo lugar da zona euro em termos de saúde da economia, segundo o relatório publicado esta terça-feira.

De acordo com o documento Euro Plus Monitor 2013, Portugal é quarto em termos de indicadores de «progresso do ajustamento» económico, apenas atrás de outros três países com programas de assistência financeira ¿ Grécia, Irlanda e Espanha -, mas é 19.º e penúltimo na «saúde» da sua economia, somente à frente de Chipre.

O Euro Plus Monitor 2013 é elaborado em colaboração com o banco Berenberg, a mais antiga casa de investimento alemã, que estabelece classificações, para os 17 países da zona euro mais Polónia, Suécia e Reino Unido, em termos de indicadores de «progresso do ajustamento» económico e de «saúde fundamental» da economia.

O documento sublinha que, por um lado, Portugal está a fazer grandes esforços a nível de ajustamento orçamental e externo, mas aponta como grande fraqueza da economia portuguesa o «muito fraco» potencial de crescimento, um dos mais baixos da zona euro, que atribui à baixa fertilidade e à elevada propensão para o consumo.

Em termos de ajustamento, o relatório observa que os quatro países que já estavam sob assistência externa no início de 2013 reforçaram os esforços de ajustamento ao longo dos últimos 12 meses ¿ acima da média dos países do euro ¿ e ocupam assim, sem surpresa, as quatro primeiras posições do tabela], sendo que Chipre, país «resgatado» na primavera, protagonizou a maior subida, ao subir do décimo posto em 2012 para o sétimo lugar em 2013.

Sendo as escalas dos indicadores de 0 a 10, Portugal tem agora 6,7 pontos no ranking do ajustamento (subiu 0,2 relativamente ao ano anterior), muito perto de Espanha (6,9), sendo que o melhor resultado é verificado nas reformas (7,7 pontos) e ajustamento externo (7,1 pontos).

Já a nível de saúde da economia, Portugal cai mesmo um posto (de 18.º em 2012 para 19.º e penúltimo este ano), apesar de ter subido meio ponto, de 3,9 para 4,4, apenas à frente de Chipre (4,0 pontos), e imediatamente atrás de Itália e Grécia (ambos com 4,5 pontos).

A pior nota entre os indicadores da saúde económica portuguesa é dada ao «potencial de crescimento» a longo prazo, que fica pelos 3,9 pontos, na escala de zero a dez, mesmo tendo Portugal protagonizado a maior subida nesta classificação específica, ao saltar do 19.º lugar (com 3,6 pontos), em 2012, para o 16.º lugar.