A Ucrânia pediu, esta quarta-feira, «um mandado internacional de prisão» para o Presidente deposto, Viktor Ianukovich, perseguido no país por «assassínios em massa», indicou o procurador-geral interino, Oleg Makhnitski.

«Ianukovich está a ser procurado à escala internacional», declarou Makhnitski em conferência de imprensa, citado pela agência de notícias francesa, AFP.

Oleg Makhnitski não esclareceu se as autoridades ucranianas já fizeram um pedido formal à Interpol.

O procurador-geral adjunto, Mykola Golomcha afirmou pouco depois que o Presidente deposto ainda está na Ucrânia. O responsável não forneceu mais pormenores sobre o paradeiro de Ianukovitch, que desapareceu durante o passado fim-de-semana, após uma semana de confrontos sangrentos na capital, Kiev.

«Dispomos de informações segundo as quais Ianukovich ainda está na Ucrânia», declarou Golomcha numa conferência de imprensa.

Esta quarta-feira de manhã foi anunciada a dissolução das temíveis Berkut, as forças antimotim que, para os manifestantes ucranianos, eram sinónimo de brutalidade. «As Berkut já não existem», escreveu o ministro do Interior interino, Arsen Avakov, na página de Facebook.

Um morto em confrontos na Crimeia

O clima de tensão na Ucrânia continua a aumentar. Uma pessoa morreu e pelo menos duas dezenas ficaram feridas, em confrontos frente ao parlamento regional da Crimeia.

Manifestantes tártaros e pró-russos envolveram-se em confrontos, atiraram paus, garrafas e pedras. O cordão policial foi insuficiente para separar milhares de pessoas.

Os apelos à cisão têm-se multiplicado na Crimeia, depois de Viktor Ianukovich ser destituído pelo Parlamento.