A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) está menos otimista do que o Governo e a troika quanto à evolução da economia portuguesa, antecipando um crescimento mais modesto tanto em 2014 como em 2015, de 1,1% e 1,4% respetivamente.

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O Governo estima um aumento de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e um crescimento de 1,5% em 2015, segundo as previsões anunciadas no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) e já incluídas nos relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia sobre a 11.ª avaliação regular ao programa de resgate.

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No Economic Outlook, divulgado esta terça-feira, a OCDE espera que o desempenho das exportações seja menos positivo em 2014 e em 2015, antecipando um crescimento de 4,5% este ano e de 5,1% no próximo, previsões acima das apresentadas pelo Governo, de 5,7% em cada ano.

Quanto às importações, a OCDE espera que atinjam os 3,3% em 2014 e os 3,1% em 2015, perspetivando o Executivo que se fixem nos 4,1% este ano e nos 4,2% no próximo ano.

Em relação ao investimento, a organização liderada por Angel Gurría espera, tal como o Governo, um aumento de 3,3% em 2014, mas, ao contrário do Executivo, antecipa que se verifique um abrandamento do ritmo de crescimento do investimento em 2015, para os 2,8% (o Governo espera que o investimento aumente 3,8% em 2015).

A OCDE estima que o consumo privado apresente um desempenho positivo nos próximos dois anos, mas não tão positivo como o previsto pelo Governo, apontando para uma variação de 0,4% este ano e de 0,7% em 2015, ao passo que o Executivo espera um crescimento de 0,7% já este ano e uma ligeira aceleração do consumo privado em 2015, para os 0,8%.