Barack Obama pediu, esta quarta-feira, ao Congresso norte-americano uma autorização formal par usar a força militar na guerra contra o Estado Islâmico, apresentando um programa de operações válido para um período de três anos. Para o presidente dos Estados Unidos a aprovação desta medida poderá ser fundamental para uma derrota dos jihadistas.

«A nossa coligação está em modo ofensivo. O Estado Islâmico está em modo defensivo e vai ser derrotado.»


Obama falou em conferência de imprensa, ao lado do vice-presidente Joe Biden, do secretário de Estado, John Kerry, e do secretário da Defesa, Chuck Hagel, adiantando os parâmetros deste pedido.

A proposta inclui uma série de ataques aéreos, treino e apoio no terreno e um programa de assistência humanitária.

No entanto, o chefe do governo norte-americano deixou claro que esta proposta não inclui grandes operações terrestres, e que o apoio das forças no terreno só deverá ocorrer em situações pontuais. 

«Estou convencido de que os Estados Unidos não se devem envolver noutra guerra, no terreno, no Médio Oriente. Não é do nosso interesse em termos de segurança nacional e não é necessário para derrotar o Estado Islâmico.»


Obama afirmou ainda que o programa apresentado foi elaborado depois de ter consultado republicanos e democratas do Congresso e que tem um período de duração de três anos para que o seu sucessor possa reavaliar esta matéria e tomar a sua própria posição.