O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, acusou o grupo extremista Estado Islâmico de ter executado 163 pessoas, em 1 de junho, quando tentavam fugir da cidade iraquiana de Mossul.

A brutalidade do Daesh (acrónimo árabe do Estado Islâmico) e de outros grupos terroristas não tem limites”, afirmou o alto-comissário.

“Ontem [segunda-feira], o meu pessoal informou-me que corpos de homens, mulheres e crianças assassinadas se encontravam ainda nas ruas do bairro de al-Shira, na zona oeste de Mossul, tendo 163 sido mortas pelo Daesh para as impedir de fugir”, disse, acrescentando que há várias pessoas dadas como desaparecidas.

De acordo com o porta-voz do ACNUR, Rupert Colville, as execuções terão ocorrido no dia 01 de junho.

As forças iraquianas, apoiadas pela coligação anti-`jihadista` liderada pelos Estados Unidos, lançaram em outubro uma ofensiva para recuperar o controlo de Mossul, atualmente nas mãos do EI, e estão já a controlar a zona oriental da cidade desde janeiro.

No final de maio, a ONU (Organização das Nações Unidas) estimou que estariam ainda 200.000 civis de zonas controladas pelo EI.