Um passageiro da United Airlines foi impedido de voar este sábado depois de fazer uma publicação no Twitter, em jeito de brincadeira, em que dizia ser capaz de cortar os sistemas de voo da aeronave.  Chris Roberts pretendia voar do Colorado para São Francisco, onde iria participar numa importante conferência sobre segurança. Já na semana passada tinha sido retirado de um outro voo da mesma companhia,   pelo FBI, que o questionou durante quatro horas.

O homem é fundador de uma empresa de segurança informática, «One World Labs», que tenta encontrar vulnerabilidades nos sistemas de informação e alertas das companhias para depois serem exploradas por criminosos.

«Visto que Roberts é conhecido pela manipulação de sistemas de aeronaves, nós decidimos que o melhor para os nossos clientes e tripulantes seria ele não voar pela United. No entanto, estamos cientes de que os nossos sistemas de segurança de controlo do avião não podem ser acessíveis através dessas técnicas», afirma o porta-voz da United Airlines, Rahsaan Johnson. 

Nas últimas semanas, o homem tinha dado várias entrevistas aos meios de comunicação em que falou sobre os pontos fracos das companhias aéreas. 
 

«É muito simples, podemos fazer teorias de como ligar os motores fora dos 10,668 metros e não há nenhuma daquelas luzes indicadoras a piscar no cockpit.», explicou Roberts em declarações à «Fox News». 

Para além disso, o fundador da empresa «One World Labs», garantiu à «CNN» que é capaz de conectar-se a qualquer computador de bordo, seja em que local for e assim ter acesso aos dados sobre os sistemas de motor, combustíveis e gestão de voo da aeronave. 

Apesar do incidente ter como principal objetivo garantir a segurança dos clientes, há quem não concorde com esta decisão. É o caso da empresa «Electronic Frontier Foudation», que luta pela proteção dos direitos de liberdade de expressão digitais.

«É decepcionante que a United tenha recusado o voo ao passageiro. Esperamos que saiba que os investigadores de segurança informática não são uma ameaça, mas sim um aliado vital», afirma o advogado da EFF, Nate Cardoso.

A United Airlines é uma das maiores empresas aéreas do mundo e garantiu que iria enviar uma carta a Chris Roberts, dentro de duas semanas, a explicar a decisão da companhia de o retirar do voo.