pelo FBI, que o questionou durante quatro horas.

O homem é fundador de uma empresa de segurança informática, «One World Labs», que tenta encontrar vulnerabilidades nos sistemas de informação e alertas das companhias para depois serem exploradas por criminosos.

«Visto que Roberts é conhecido pela manipulação de sistemas de aeronaves, nós decidimos que o melhor para os nossos clientes e tripulantes seria ele não voar pela United. No entanto, estamos cientes de que os nossos sistemas de segurança de controlo do avião não podem ser acessíveis através dessas técnicas», afirma o porta-voz da United Airlines, Rahsaan Johnson. 

 

«É muito simples, podemos fazer teorias de como ligar os motores fora dos 10,668 metros e não há nenhuma daquelas luzes indicadoras a piscar no cockpit.», explicou Roberts em declarações à «Fox News». 

Apesar do incidente ter como principal objetivo garantir a segurança dos clientes, há quem não concorde com esta decisão. É o caso da empresa «Electronic Frontier Foudation», que luta pela proteção dos direitos de liberdade de expressão digitais.

«É decepcionante que a United tenha recusado o voo ao passageiro. Esperamos que saiba que os investigadores de segurança informática não são uma ameaça, mas sim um aliado vital», afirma o advogado da EFF, Nate Cardoso.

A United Airlines é uma das maiores empresas aéreas do mundo e garantiu que iria enviar uma carta a Chris Roberts, dentro de duas semanas, a explicar a decisão da companhia de o retirar do voo.