O ataque a um hotel e a um restaurante de Ouagadougou, no Burkina Faso fez 28 vítimas, quase duas dezenas de nacionalidades entre as vítimas – confirmado um português entre as vítimas e a AFP levanta a hipótese de uma segunda vítima de nacionalidade portuguesa -, várias histórias. Quase todos estavam ali com um fim humanitário.

Era o caso de Gladys Chamberland  e Yves Carrier. O casal, acompanhado dos dois filhos, estavam tomar uma última refeição juntos com os amigos Louis Chabot e Suzanne Bernier. Três pessoas deste grupo canadiano tinha voo marcado para essa noite quando o hotel e o restaurante, no Burkina Faso, foram atacados por jihadistas na sexta-feira.
 
 

Les Chamberland-Carrier s'étaient rendus au Burkina Faso pour des raisons humanitaires.

Publicado por Radio-Canada Information em  Domingo, 17 de Janeiro de 2016

Os canadianos, alguns deles professores, estavam no país desde dezembro, ara ajudar na recuperação de uma escola. Faziam parte da Congregação das Irmãs de Notre Dame do Sagrado Socorro, segundo a CBC News.

Michael Riddering, norte-americano, estava desde 2011 naquele país. Largou tudo na Florida e viajou para o Burkina Faso com a mulher. Dirigia um orfanato e abrigo para mulheres violadas e viúvas. Deixa quatro filhos, dois deles adotados no Burkina Faso, e uma família maior nos Ailes de Refuge.
 
 

A mulher do dono do restaurante Cappuccino e o filho de nove anos morreram no ataque. O cidadão italiano, dono do espaço, não se encontrava lá no momento do ataque, segundo a AP. Gaetano Santomenna perdeu ainda a sogra e uma cunhada.

Apenas algumas das vítimas que viram as suas histórias de vida interrompidas, entre explosões e tiros num ataque reivindicado pela Al Qaeda do Magrebe. Dezoito pessoas morreram no hotel, dez no restaurante.

O presidente Roch Marc Christian Kabore condenou o ataque, declarou guerra ao terrorismo e decretou três dias de luto nacional, em declarações na televisão Burkina 24, de que a AP faz referência.