O Governo brasileiro publicou, nesta segunda-feira, uma medida provisória que permite a entrada forçada de agentes de saúde em propriedades públicas e particulares para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus Zika, da dengue e da chikungunya.

A medida foi tomada para controlar o "iminente perigo para a saúde pública", informou o Diário Oficial da União.

Os agentes de saúde poderão entrar em imóveis considerados abandonados e também em casas onde o proprietário não esteja.

No segundo caso, porém, os agentes terão de fazer duas visitas notificadas, em dias e períodos alternados, em dez dias, antes de entrar no imóvel.

A mobilização contra a proliferação dos focos do Aedes aegypti tem aumentado desde que casos suspeitos de microcefalia em bebés recém-nascidos no Brasil foram relacionados com o vírus Zika.

O Ministério da Saúde já confirmou que cerca de 4 mil bebés nasceram com microcefalia no país.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença está a propagar-se “ de forma explosiva” pelo continente americano, com três a quatro milhões de casos esperados este ano, dos quais 1,5 milhões no Brasil, o país mais afetado.