Todas as acusações que restavam contra três polícias de Baltimore, nos EUA, envolvidos na morte do jovem afro-americano Freddie Gray a 12 de abril de 2015 foram retiradas na quarta-feira. O caso judicial encerra sem que ninguém tenha sido condenado.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a decisão foi anunciada durante uma audiência preliminar do polícia Garrett Miller. O julgamento do agente William Porter estava programado para começar em setembro e a sargento Alicia White iria a julgamento em outubro. 

Três outros polícias que enfrentavam o tribunal no caso de Gray também foram previamente absolvidos de todas as acusações, que incluíam agressão, homicídio, detenção ilegal e conduta imprópria na função. 

Freddie Gray tinha 25 anos quando morreu devido a uma lesão na coluna sofrida enquanto estava numa carrinha da polícia de Baltimore, em abril de 2015. Os polícias foram acusados de ignorar os pedidos de ajuda médica do jovem. 

Na altura, as autoridades afirmaram que Freddie Gray foi alvo de uma perseguição, que começou quando os seis polícias que estavam na rua se aperceberam que o norte-americano tinha uma faca do tipo canivete no bolso das calças. Quando confrontado, o jovem começou a fugir, mas rapidamente foi imobilizado. 

Freddie Gray acabou por sofrer uma lesão na coluna, enquanto estava sob custódia da polícia e, ao chegar à esquadra, foi transportado pelos paramédicos para o hospital de Maryland, onde entrou em coma. Uma semana depois o jovem morreu.

A morte do jovem afro-americano incendiou o crescente movimento Black Lives Matter (“Vidas Negras Importam”) e desencadeou uma série de distúrbios e protestos em massa na cidade e no país.