O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, defendeu hoje, em entrevista ao diário alemão Bild, um plano de ajuda de três mil milhões de euros aos países vizinhos da Síria para resolver a crise dos refugiados.

“Nós temos um plano, que vou apresentar aos chefes da União Europeia durante o nosso próximo encontro”, e que prevê “um apoio financeiro massivo aos países vizinhos da Síria” – Turquia, Líbano e Jordânia –, indicou Orban, segundo extratos da entrevista revelados pelo jornal.


Até agora, os refugiados sírios, que fogem da guerra, têm-se estabelecido maioritariamente nestes três países, que acolhem cerca de quatro milhões de pessoas. Mas esta tendência mudou nos últimos meses, com cada vez mais refugiados a procurarem chegar à União Europeia.

O dirigente húngaro, populista, defende uma linha dura contra os refugiados, sendo acusado de ter deixado agravar uma situação caótica na Hungria, propôs um plano de “três mil milhões de euros” dirigido àqueles três países.

“E se for preciso mais dinheiro, nós aumentaremos a ajuda, até que o fluxo de refugiados se esgote. Este procedimento impede que debatamos sem fim questões orçamentais. Porque é precisa uma ajuda rápida, agora”, insistiu.


“Estes migrantes não vêm de zonas de guerra, mas de campos (situados nos países fronteiriços da Síria). Lá estavam em segurança. Estas pessoas não fogem do perigo. Já tinham fugido e não deveriam recear pela sua vida”, afirmou Orban, considerando que os refugiados vêm para a Europa “porque querem uma vida melhor do que a que tinham no campo, e não para terem segurança. Eles querem uma vida alemã, talvez uma vida sueca”.

Para fundamentar a sua opinião, argumentou que, “de facto, não há um direito fundamental a uma vida melhor, apenas um direito à segurança e à dignidade humana”.