Um tribunal do Luisiana absolveu, esta terça-feira, o norte-americano Glenn Ford, após receber informações que provam a sua inocência no homicídio pelo qual foi condenado à pena capital, em 1984, informou a imprensa local.

Ford, 64 anos, que se encontrava no corredor da morte desde 1988, por ter sido condenado por assassinar Isadore Rozeman, o dono de uma joalharia de 56 anos, para quem tinha prestado ocasionalmente trabalhos de jardinagem e o qual sempre negou ter matado.

Condenado em 84 por «um juri branco», Ford precisou de esperar até 2013 para que a sua vida começasse a mudar, quando uma pista chegou até às autoridades com provas de que outro dos suspeitos do crime era afinal o autor, como conta o «The Guardian».

À saída da prisão, na terça-feira, Ford reconheceu ter um certo «ressentimento» por ter passado boa parte da sua vida preso por um crime que, como foi agora dado como provado, não cometeu.

Em declarações à WAFB-TV, um Glenn Ford emocionado disse «sentir-se bem», apesar de tudo. Mas, não deixou de lamentar de que agora «não pode fazer aquilo que poderia ter feito aos 35, 38 ou 40 anos».