O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, parece estar disposto a ceder aos manifestantes que continuam a barricar a praça da independência em Kiev.

Catherine Ashton, representante da União Europeia, esteve na Ucrânia para falar com o presidente, e garante que um acordo está próximo.

«Yanukovich deixou claro que a sua intenção é assinar um acordo de associação [com a UE]. Ele falou foi dos problemas económicos a curto-prazo que o país enfrenta», disse Ashton.

Estas declarações surgem após uma visita de dois dias a Kiev. Ashton não explicou, contudo, quando será possível assinar o acordo.

Esta quarta-feira, o primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, já dera conta que um entendimento estaria pendente de ajudas no valor de 20 mil milhões de euros. Uma compensação para as eventuais perdas comerciais com a Rússia.

A pressão do lado de Moscovo é intensa. Mais do que um passado comum, está em causa um futuro divórcio, que pode sair caro a uma Ucrânia com sérias dificuldades económicas e financeiras.

Yanukovich quer evitar a bancarrota, mas também salvar a presidência.

«Para alcançar um compromisso, apelo à oposição para não o recusar, para não seguir o caminho de protestos e ultimatos», disse o presidente ucraniano.

Mas a oposição já recusou negociar, até que o presidente ceda a todas as exigências dos manifestantes.

Viktor Yanukovich parece disposto a assinar o acordo com a União Europeia, que levou milhares de pessoas às ruas, falta saber se cederá aos manifestantes, que dizem que só deixam a praça da Independência com a demissão do presidente.