Atualizado às 10:20

Neste momento, segundo números avançados pelas autoridades numa conferência de imprensa este domingo, há 25 países envolvidos nas buscas do aparelho das Linhas aéreas da Malásia, avança a Reuters.

As autoridades malaias também avançaram que pediram aos Estados Unidos, à França e à China para fornecerem mais dados de satélite que disponham, de forma a ajudar a localizar a última posição do aparelho.

Além do piloto, copiloto, tripulação e passageiros as autoridades estão também a investigar as operações do pessoal de terra que tratou do aparelho antes de descolar. Aguardam ainda informação sobre alguns passageiros pedida a países estrangeiros.

O ministro dos Transportes da Malásia avançou também hoje que o sistema de comunicação foi «desligado» antes de ser estabelecido o último contato entre o Boeing e os controladores aéreos.

A mesma fonte admite que o avião já podia estar no chão quando alguns sinais de satélite foram detetados.

Segundo os media da Malásia, a polícia prossegue com uma minuciosa investigação centrada nos membros da tripulação do avião da Malaysia Airlines, após a confirmação de que a rota do voo foi alterada de forma deliberada.

No sábado, de acordo com o jornal «New Strait Times», a polícia realizou buscas às casas do capitão do voo MH370, Zaharie Ahmad Shah, e do copiloto, Fariq Abdul Hamid.

Já de acordo com a CNN, os serviços de informação norte-americanos acreditam que o piloto e o copiloto possam estar, de algum modo, relacionados com o desaparecimento do avião.

Índia suspende buscas pelo avião

Entretanto, a Índia anunciou ter suspendido as buscas pelo Boeing 777 da Malaysia Airlines, a pedido da Malásia que coordena as operações e deverá fornecer novas instruções.

«Todas as operações estão, de momento, suspensas. Estamos a aguardar por novas instruções da Malásia. Nada foi encontrado durante as buscas de sábado», disse o coronel Harmit Singh, porta-voz das forças armadas indianas para as ilhas de Andaman e Nicobar.

A Índia tinha destacado seis navios e cinco aviões para uma zona do golfo de Bengala e em torno das ilhas de Andaman e Nicobar.

Recorde-se que sábado o primeiro-ministro da Malásia confirmou que o avião foi desviado «numa ação deliberada» e estão a ser agora consideradas duas hipóteses em relação ao rumo que tomou.

Os dados mais recentes colocam o voo MH370 em dois corredores possíveis: um para Norte, que se estende da Tailândia à fronteira com o Cazaquistão e o Turquemenistão e outro que começa na Indonésia e se prolonga pelo oceano Índico.