A jornalista opositora do Governo ucraniano Tatiana Chornovil, ativista da «Euromaidan» (Praça da Independência), onde se concentram as manifestações pró-União Europeia, foi brutalmente agredida na última noite, informou a imprensa local citada pela agência EFE.

O ataque aconteceu perto da meia-noite (hora local) numa rua próxima da cidade de Boríspol, na periferia de Kiev, quando Chornovil regressava de carro da capital para sua casa na localidade de Gorá.

O automóvel da jornalista foi bloqueado por outro, do qual saíram dois homens que começaram a partir os vidros da viatura de Chornovil.

Hospitalizada com uma fratura no nariz, uma concussão e vários hematomas, a jornalista contou que, depois de ser parada na estrada, saiu do carro e fugiu, mas foi alcançada pelos agressores, que a agrediram.

Chornovil foi encontrada por uma patrulha policial que parou a observar o carro abandonado na via.

Chornovil conquistou uma grande fama na Ucrânia pelas suas investigações sobre a corrupção entre os altos cargos da administração do presidente Viktor Ianukovich.

A jornalista relacionou o ataque com o seu trabalho, em particular com uma reportagem sobre as casas do Procurador-Geral, Victor Pshonka, e do ministro do Interior, Vitali Zajarchenko, que tinha gravado no dia anterior.

Foi precisamente a cargo destes dois representantes do Estado ucraniano que o Presidente do país entregou a investigação do sucedido.

Vários jornalistas ucranianos denunciaram recentemente ter sofrido agressões da polícia de choque Berkut, o mesmo corpo de elite que participou nos violentos confrontos no centro de Kiev, que há um mês está a braços com protestos e manifestações contra a suspensão das negociações para um Acordo de Associação com a União Europeia.