O italiano Raffaele Sollecito foi localizado pela polícia perto da fronteira com a Eslovénia e a Áustria, um dia depois de ter sido condenado, juntamente com a ex-namorada Amanda Knox, pelo homicídio da britânica Meredith Kercher.

O tribunal onde foi repetido o julgamento dos antigos namorados ditou uma pena de 25 anos de prisão para Sollecito e de 28 para a norte-americana.

Os advogados do italiano anunciaram o recurso para o Supremo Tribunal e os pais de Knox adiantaram que a filha não irá regressar a Itália para cumprir pena.

Sollecito ficou impedido de viajar e deveria ter entregado o passaporte esta manhã. Ao ter sido localizado numa aldeia entre Udine e Tarvisio, perto das fronteiras, as suspeitas de fuga cresceram.

Segundo a televisão pública RAI, a intenção seria atravessar a fronteira para a Áustria. Mas, mesmo assim, o jovem não foi detido.

Na mesma manhã em que foi travada esta aparente tentativa de fuga, a família de Meredith Kercher disse que pretende a extradição de Amanda Knox dos EUA.

Recorde-se que as leis norte-americanas impedem alguém de ser condenado duas vezes pelo mesmo crime e, segundo os especialistas, podem impedir a extradição.

Em novembro de 2007, depois de Meredith ter sido encontrada numa poça de sangue, na casa que partilhava com Knox, em Perúgia.

A justiça italiana condenou a 16 anos de cadeia o costa-marfinente Rudy Guede, num julgamento rápido realizado a pedido do próprio.

Amanda e Sollecito, também detidos na sequência do crime, só foram libertados após quatro anos na prisão, depois uma condenação, em 2009, e a anulação dessa sentença, em 2011.

O antigo casal aguarda agora, em liberdade, o resultado do recurso para o Supremo Tribunal italiano a quem caberá confirmar, ou não, se os dois participaram na violação e homicídio da jovem britânica, vítima do que foi descrito como um macabro jogo sexual.