Aviões militares dos Estados Unidos começaram a lançar ajuda humanitária no Norte do Iraque para ajudar 200 mil de pessoas, que estão em fuga dos jihadistas do estado islâmico. Washington pondera levar a cabo ataques aéreos para travar o avanço dos islamistas.

A situação no terreno é crítica e o Conselho de Segurança das Nações Unidas apelou esta noite que seja prestada ajuda internacional a Bagdad.

No terreno a situação é de guerra e medo. Desaparecem todos os que não se sujeitarem a fé radical dos jihadistas, como os refugiados da minoria Yazidi, que se viram obrigados a fugir para as montanhas, depois da tomada da cidade iraquiana de Sinjar.

Entre a multidão em fuga estão muitos milhares de cristãos, a maior parte da cidade de Qaraqosh, agora nas mãos conquista do Califado.

O exército iraquiano diz que continua a bombardear posições rebeldes, mas estes não param de avançar, mesmo contra as bem trinadas forças curdas.

O Iraque já pediu repetidas vezes ajuda militar a Washington. Esta quinta-feira, a força aérea norte-americana começou a lançar ajuda humanitária no norte do país. Mas Bagdad quer mais do que água e comida, pretende que os aviões dos Estados Unidos larguem bombas sobre os islamistas e travem o avanço do Califado.

Essa é agora uma possibilidade que está a ser equacionada pela administração de Barack Obama. Para colocá-la em prática basta uma ordem. Os caças estão nos céus do Iraque, para já apenas a proteger os aviões que carregam ajuda humanitária.