A aplicação da pena de morte por injeção letal a um prisioneiro nos Estados Unidos ficou marcada por problemas que as autoridades procuram explicar. O condenado morreu de ataque cardíaco mais de 40 minutos depois de receber a injeção e depois de as suas veias terem «explodido», segundo a terminologia usada pelos responsáveis da execução.

A situação levou as autoridades do Oklahoma a adiarem por tempo indeterminado uma outra execução que estava marcada para o mesmo dia, até perceberem o que se passou.

Clayton Lockett, de 38 anos, condenado à pena capital pelo homicídio de uma jovem de 19 anos em 1999, teve uma reação quando lhe foi administrada a primeira injeção de uma sequência de três fármacos, que representavam uma combinação ainda não testada.

Aconteceu quando lhe foi administrado o fármaco midazolam, que devia ter deixado Lockett inconsciente. A CNN cita testemunhas a dizer que oito minutos depois o homem ainda estava consciente.

Nessa altura foram baixadas as cortinas para que quem assistia à execução não visse o que se passava. Segundo o advogado de Lockett, este viria ainda a ter convulsões.

O protocolo usado neste caso pelos serviços prisionais do Oklahoma implicava ainda, além de midazolam, a administração de outro fármaco para parar a respiração e um outro para parar o coração.

A CNN lembra que os protocolos de drogas para as injeções letais nos Estados Unidos estão em fase de adaptação, com 32 estados à procura de novas drogas, desde que vários fabricantes europeus proibiram as prisões norte-americanas de usar os seus medicamentos em execuções. Foi o caso da dinamarquesa Lundbeck, que fabrica o pentobarbital.