Pelo cinco pessoas morreram e quase 200 ficaram feridas nas maiores manifestações a assolar o Egipto desde a queda do regime de Hosni Mubarak.

De acordo com a AFP, as quatro mortes tiveram lugar no Assuão e em Beni Suef, mas as maiores manifestações estão a ter lugar no Cairo e em Alexandria, as principais cidades do Egipto.

As manifestações foram convocadas para assinalar o aniversário da eleição de Mohamed Morsi, o primeiro Presidente democraticamente eleito do país.

Desde que foi eleito, Morsi, que pertence à Irmandade Muçulmana, tem sido acusado de autoritarismo e de tentar islamizar a política do país. Tem havido várias manifestações contra o Presidente, mas esta é a maior desde a queda do regime de Hosni Mubarak.

Mohamed Morsi já disse, através de um porta-voz, que está consciente de ter cometido erros, mas que está a tentar corrigi-los.

A Irmandade Muçulmana anunciou em comunicado que a sede no Cairo estava a ser atacada. Também o líder de um dos principais partidos islamistas, o Nour, deu uma rara entrevista em que disse que Morsi teria de fazer cedências, para evitar o derrame de sangue de egípcios.