A paralisação parcial da função pública nos Estados Unidos já dura há mais de uma semana e o presidente norte-americano chamou os jornalistas à Casa Branca para lhes dizer que não aceita chantagens dos republicanos.

Mas o tempo está a esgotar-se. Se não houver acordo até dia 17, os EUA entram em incumprimento da dívida.

Barack Obama repetiu que a «Obamacare», a reforma de saúde que prometeu antes eleições, não é negociável enquanto os republicanos não aprovarem o orçamento, mas estes não gostam do calendário e querem negociar já.

Braço de ferro à parte, mais de 800 mil funcionários públicos continuam em casa e os serviços públicos não essenciais estão encerrados.

Republicanos exigem redução da despesa pública

O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, disse hoje que o aumento do limite de endividamento do país deve ser sujeito a uma negociação sobre a redução da despesa pública.

O dirigente republicano fez esta proposta, apesar de o Presidente Barack Obama já se ter negado a discuti-la.

Boehner defendeu a legitimidade de condicionar ambas as metas, mesmo sabendo que os EUA podem incorrer, pela primeira vez na sua história, em incumprimento de pagamentos, se o limite da dívida não for elevado até 17 de outubro, e recordou que há dezenas de precedentes neste tipo de negociações.

Seis congressistas detidos em manifestação junto ao Capitólio

Pelo menos seis congressistas democratas norte-americanos foram detidos hoje por desobediência civil, em frente ao Capitólio, em Washington, onde decorreu uma manifestação a favor de uma reforma migratória para a legalização da população indocumentada nos Estados Unidos.

Os seis membros do Congresso - Luis Gutiérrez, John Lewis, Charles Rangel, Joe Crowly, Raul Grijalva e Keith Ellison, segundo a agência Efe - desobedeceram às forças de segurança em protesto com a falta de determinação dos outros congressistas para aprovar um texto bipartidário.

A France Presse refere que foram detidos oito congressistas, mas sem divulgar as identidades.