[atualizado às 13:00]

As autoridades da Malásia estão a avaliar a possibilidade de terrorismo no desaparecimento do avião da Malaysia Airlines na madrugada de sábado no Golfo da Tailândia quando fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim com 239 pessoas a bordo.

De acordo com o ministro dos Transportes, Hishammuddin Hussein, as agências de segurança da Malásia, estão a investigar essa possibilidade depois de informações apontarem para o facto de pelo menos dois dos passageiros do avião terem embarcado com passaportes roubados.

«Ao mesmo tempo que ativámos os nossos serviços de informações, informámos todas as unidades antiterrorismo dos países relevantes», adiantou o ministro.

Hishammuddin Hussein disse ter na sua posse nomes de suspeitos a bordo do avião da Malaysia Airlines.

A Interpol já veio dizer que a base de dados dos passaportes dados como perdidos ou roubados não foi consultada pelas autoridades aeroportuárias da Malásia.

De acordo com a polícia internacional, citada pela Reuters, pelo menos dois passaportes estavam listados na base de dados como perdidos ou roubados, concretamente um austríaco e um italiano.

As autoridades da Malásia estão a verificar os circuitos internos de televisão do aeroporto de Kuala Lumpur, mas escusam-se a identificar, para já, os passageiros sobre os quais recaem suspeitas.

O avião da Malaysia Airlines desapareceu do radar uma hora depois de descolar de Kuala Lumpur, revelou ainda o Departamento de Aviação Civil da Malásia.

Azharuddin Abdul Rahman, diretor daquele organismo, declarou que a última posição do voo MH370 no radar antes de se perder o sinal foi à 01:30, hora local, noticia o diário malaio «The Star».

«O sinal desapareceu de repente», contou Azharuddin Abdul Rahman aos jornalistas em Sepang.

As buscas aéreas pelo avião da Malaysia Airlines foram hoje retomadas às primeiras horas do dia, enquanto o rastreio marítimo se prolongou por toda a madrugada no Golfo da Tailândia, onde se presume ter caído o Boeing 777-200.

«Passaram mais de 24 horas desde a última vez que houve um contacto com o voo MH370. Na operação de busca e salvamento ainda não se descobriu o que aconteceu ao avião», refere a Malaysia Airlines no seu último comunicado.

A companhia aérea e as autoridades malaias evitaram até agora confirmar o acidente que, segundo a marinha vietnamita, aconteceu a cerca de 300 quilómetros a sua da ilha de Tho Chu.

O avião ainda não foi localizado apesar dos inúmeros meios navais e aéreos de vários países colocados no terreno, no Golfo da Tailândia.

Além da vasta área de mar a percorrer há ainda outra variante que está a dificultar as operações que é apurar a hora exata em que a aeronave desapareceu. A diferença entre as primeiras informações - 02:40 locais - e os novos elementos - 01:30 locais - representa uma diferença que pode atingir os 800 quilómetros.

A Malaysia Airlines revelou também hoje que o Boeing desaparecido teve um problema numa asa em 2012, mas foi completamente reparado e teve luz verde para voar.

O incidente ocorreu numa colisão menor com outro avião que estava na pista do Aeroporto Internacional de Shanghai Pudong, segundo relatos anteriores.

Entretanto, o Conselho Nacional de Segurança no Transporte dos Estados Unidos (NTSB, na sigla inglesa) anunciou hoje o envio de uma equipa de peritos à Ásia para ajudar na investigação do desaparecimento do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines.

Num comunicado disponível online, o NTSB refere que a equipa de investigadores do organismo, cujo número não é revelado, viajou na noite de sábado acompanhada de técnicos da Boeing, o fabricante do avião, e da Administração Federal de Aviação norte-americana.