Atualizado às 21:23

Dezassete pessoas morreram e 45 ficaram feridas este domingo após o ataque de uma bombista suicida numa estação de comboios de Volgograd, na Rússia, avança a polícia numa conferência de imprensa, horas depois da explosão.

Um funcionário do comité nacional anti-terrorismo disse à agência de notícias ria novosti que a explosão foi provocada por uma mulher bombista. Segundo as primeiras informações, a explosão ocorreu no segundo piso do edifício da estação «volgograd-1».

É o segundo ataque numa semana, o que faz aumentar o nível de alerta no país, quando falta menos de um mês para os Jogos Olímpicos de Inverno.

Faltava um quarto para a uma da tarde - hora local - oito e 45 em lisboa - quando a bomba rebentou na gare desta cidade russa a norte do Cáucaso. Uma mulher bombista tinha entrado na estação de comboios e fez-se explodir.

Na conferência de imprensa, Vladimir Markin, chefe equipa de investigação explicou que «de acordo com informações preliminares o poder desta explosão foi o equivalente a 10 quilos de TNT. Poderia ter havido muitas mais vítimas se o chamado sistema de proteção na estação de comboios não tivesse funcionado. Foi isso que impediu a bombista suicida de passar pelo detetor de metais».

Este foi o ataque o mais violento na região, nos últimos três anos.

O presidente Putin ordenou, de imediato, às forças da ordem para tomarem todas as medidas necessárias para garantir a segurança no local do ataque. Foi também foi reforçada a vigilância nos aeroportos e noutras estações ferroviárias. O governador da região Volgograd fala em atentado terrorista.

A cidade fica a poucas centenas de quilómetros a norte do Cáucaso, onde está em curso uma rebelião pela instauração de um estado islâmico. A Rússia está a poucas semanas de receber os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, a 900 quilómetros de Volgograd, a antiga Estalinegrado.

As autoridades revelaram também a identidade da bombista suicida e uma fotografia sua. Oksana Aslanova, de 26 anos, nasceu no Turquemenistão.

Viúva de um extremista islâmico, era amiga de outra bombista que em outubro último se fez explodir num autocarro, também em Volgograd, e matou seis pessoas. Era procurada pelas autoridades por suspeitas de ligações a ataques terroristas.

Câmara de vigilância capta momento da explosão na estação de comboios.



NATO condena atentado

Entretanto, a NATO e a Comissão Europeia já condenaram este ataque terrorista. «Condeno energicamente o ataque terrorista na estação de comboios de Volgogrado, Rússia, que matou e feriu muitas pessoas», indicou o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, num comunicado.

«Não pode haver justificação para tais ataques bárbaros», acrescentou o representante da Aliança Atlântica.