Adolfo Suárez, o primeiro chefe de Governo democrático de Espanha, está às portas da morte. O filho Adolfo Suárez Illana diz que o pai pode morrer a qualquer instante, nas próximas 48 horas. O ex-primeiro-ministro espanhol, de 81 anos, liderou os governos de transição pós-franquismo entre 1976 e 1981. Há 11 anos que lhe foi diagnosticado Alzheimer, uma doença neurológica degenerativa.

Adolfo Suárez foi internado em Madrid, na segunda-feira, com uma infeção respiratória. Numa conferência de imprensa, esta sexta-feira de manhã, o filho relatou entre lágrimas, o agravamento do estado de saúde do pai.

«A doença foi muito rápida, depois estancou. Depois perdeu a consciência, não havia uma relação intelectual com ele, mas uma relação afetiva», disse emocionado Adolfo Suárez Illana.

De acordo com Illana, os últimos dias foram «felizes» e o pai esteve rodeado dos filhos e dos netos, oferecendo mais sorrisos do que nos últimos cinco anos. «Por cima da dor há alegria. Há 11 anos que nos preparamos», acrescentou.

A família de Adolfo Suárez já comunicou ao primeiro-ministro Mariano Rajoy e ao rei Juan Carlos este agravamento do estado de saúde.

Nomeado primeiro-ministro pelo Rei Juan Carlos após a queda da ditadura de Franco, entre 1976 e 1981, Suárez foi uma das figuras da transição espanhola.

«A sua relação [do Rei] com o meu pai foi excecional. Graças ao Rei teve a oportunidade de fazer o que mais gostava num momento único na história de Espanha. Esses dois homens mudaram o rumo da história», afirmou Adolfo Suárez Illana.