Pelo menos 40 pessoas estão, este domingo, concentradas junto à casa da mãe do presidente da Guiné-Bissau «Nino» Vieira, morto na madrugada de segunda-feira, num ataque perpetrado por militares contra a sua residência em Bissau, a realizar um velório em silêncio.

Sentadas do lado de fora do muro da casa, onde vivem as irmãs do presidente guineense, e no terraço em cadeiras de plástico, as pessoas apenas interrompem o silêncio instalado para dizer um «boa tarde», informa a Agência Lusa.

No interior da casa, o silêncio também permanece.

Em declarações à agência Lusa, uma das irmãs de «Nino» Vieira disse que «está melhor», mas que prefere falar «depois do funeral», previsto para terça-feira.

Na casa da família da primeira-dama Isabel Vieira, que tem estado a ser acompanhada pela embaixada de Angola a quem pediu acolhimento, não há movimento.

A cancela de acesso ao jardim está fechada e apenas duas pessoas estão sentadas no alpendre da porta de entrada.

O pouco movimento registado nos velórios de «Nino» Vieira é idêntico ao da capital guineense, onde reina a calma.

Sem grande circulação de trânsito e de automóveis, o aspecto da cidade é idêntico ao de há uma semana momentos antes da explosão de uma bomba que provocou a morte do general Tagmé Na Waié.